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Final da saga Crepúsculo diverte, mas pelos motivos errados

Dirigido pelo competente Bill Condon (“Dreamgirls – Em Busca de um Sonho” e “Kinsey – Vamos Falar de Sexo”) e roteirizado por Melissa Rosenberg (“Eclipse” e “Amanhecer – Parte 1”), “Amanhecer - O Final” é, sem sombra de dúvidas, o mais divertido da série, mesmo que essa não tenha sido a intenção de seus realizadores 19/11/2012 às 11:43
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O longa levou mais de 1 milhão de brasileiros às salas de cinema em sessões de meia-noite
Gabriel Machado Manaus, AM

Pessoas que confundem a mente das outras, preveem o futuro ou dão choque através de um toque. Não, não estamos falando de um novo filme da série “X-Men”, e sim dos “vampiros” criados pela escritora norte-americana Stephenie Meyer, que, na madrugada de quinta-feira, 15, começaram a se despedira de seus milhões de fãs com “A Saga Crepúsculo: Amanhecer - O Final”, último capítulo do romance entre Bella Swan (Kristen Stewart) e Edward Cullen (Robert Pattinson).

Dirigido pelo competente Bill Condon (“Dreamgirls – Em Busca de um Sonho” e “Kinsey – Vamos Falar de Sexo”) e roteirizado por Melissa Rosenberg (“Eclipse” e “Amanhecer – Parte 1”), “Amanhecer - O Final” é, sem sombra de dúvidas, o mais divertido da série, mesmo que essa não tenha sido a intenção de seus realizadores. Cenas como a primeira caça da protagonista, agora vampira, e a apresentação de Renesmee, sua filha, por exemplo, em vez de despertarem interesse, arrancam risos da platéia – frutos dos “defeitos” especiais do longa, que nos fazem questionar “Para onde foram os US$ 120 milhões investidos na produção?”.

Outro problema do filme fica por conta do elenco. Enquanto uma parte dele, como Ashley Greene (Alice Cullen) e Elizabeth Reaser (Esme Cullen), se mostra visivelmente desconfortável com seus papéis em alguns momentos, a outra é extremamente mal utilizada. Atores talentosos como Maggie Grace (Irina), Lee Pace (Garrett) e Dakota Fanning (Jane) quase não têm chances em “Amanhecer - O Final”, a última, inclusive, diz apenas uma palavra o longa todo, apesar de surgir na tela diversas vezes.

No entanto, nem tudo é  ruim no filme. O trio principal, formado por Stewart, Pattinson e Taylor Lautner (Jacob Black), por exemplo, se mostra familiarizado com seus personagens e apresenta a sua melhor performance até agora. Por fim, outro fator que deverá agradar bastante o público, principalmente aos marmanjos que não leram ou acompanharam a saga de Meyer, é o foco de “Amanhecer - O Final”: o cansativo e exagerado romance dos protagonistas se torna pano de fundo na trama, que dá destaque a uma épica batalha entre os Cullen e os Volturi, um antigo clã italiano de vampiros.

Recorde

O lançamento do filme em terras tupiniquins quebrou todos os recordes em sessões de meia-noite, foram 1200 salas exibindo o longa e nada menos que 1 milhão de brasileiros lotando os cinemas do Brasil. Trata-se da maior bilheteria da história do cinema em terras brasileiras em um único dia de exibição.

Sinopse

A felicidade dos recém-casados Bella Swan e Edward Cullen é interrompida quando uma série de traições e desgraças ameaça destruir o mundo deles. Após dar a luz a Renesmee (Mackenzie Foy), Bella desperta já vampira e descobre que Jacob teve um imprinting com a sua filha. Paralelamente, Aro (Michael Sheen), chefe dos Volturi, elabora um plano para ter a garota em seu poder, graças aos dons especiais que ela possui.