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‘Foi como um presente’, diz Marcelo Jeneci sobre notícia de show em Manaus

Em entrevista ao BEM VIVER, cantor conta histórias do passado e de futuro próximo, além de almejar parceria local. “Penso numa coisa mais sinfônica, com a Orquestra de Câmara do Amazonas” 07/10/2015 às 11:55
Show 1
Cantor e músico não pensa em fazer nada menos do que uma hora de show na capital
Laynna Feitoza Manaus, AM

Marcelo Jeneci já tocou com muita gente - e em muitos lugares. Isso vem desde os seus 15 anos. Suas primeiras apresentações ao vivo aconteceram quando ele tinha apenas oito anos de idade. “Minha mãe trabalhava numa creche na periferia de São Paulo e meu pai montava teclados. Meu primeiro instrumento foi o teclado, depois a sanfona”, declara ele, que como músico já embarcou em turnês pela América do Norte e pela Ásia. E foi sob os instrumentos que o artista veio bater em Manaus, há anos atrás. Era em um show com Arnaldo Antunes – Jeneci fazia parte de sua banda.

Reconhecendo o pouco tempo que teve na cidade, o artista garante que agora – por conta do show que fará aqui no próximo dia 25 – vai tentar curtir Manaus dessa vez. “Tenho o dia livre, seguinte ao show. Tô com aquela música na cabeça, ‘vou deixar a vida me levar’”, diz ele, declarando o apreço pelo Teatro Amazonas, nosso ponto turístico principal. “Onde teve a gravação do DVD do talentosíssimo The White Stripes. Eu sei da história”, lança. O imaginário sobre o Festival Amazonas de Ópera o faz, inclusive, almejar uma parceria local. “Penso numa coisa mais sinfônica, com a Orquestra de Câmara do Amazonas trabalhando com nossas músicas. Tenho esse desejo”, destaca.

Um presente

A notícia do primeiro show de Marcelo – em carreira solo – na capital amazonense veio como um grande presente para ele. A vontade vir para as bandas de cá era tamanha, que ele mesmo já havia confidenciado ao BEM VIVER, na última entrevista para a reportagem, em abril de 2014. “É um presente, como quando a gente acreditava em Papai Noel. Dessas coisas que são inesperadas e maravilhosas. Tenho muita vontade de tocar em Manaus e mais ‘para dentro’, no interior. Passar uma temporada. Fiquei muito feliz de saber quando me ligaram pra falar”, confessa.

Já sob a batuta principal de sua banda, Jeneci virá em formato de quinteto. “Como os arranjos dos dois discos têm muitas camadas e aberturas sonoras diferentes, cada um de nós [destes cinco] tem que se desdobrar em muitos. Eu canto, toco algumas guitarras e teclados. A Laura [Lavieri] também toca teclado cantando. O Richard toca bateria e sampler”, afirma ele, citando alguns de seus parceiros. A propósito, os breves grãos de música clássica mesclados ao indie - que podem ser ouvidos no disco “De Graça” - não se perderão: terão a sonoridade adaptada. “Toda as coisas da sonoridade que há no disco são, há muito tempo, realizadas através dos sintetizadores. Independemos do que está no disco e acabamos realizando dessa maneira”, pontua.

A magia

Os desafios dessa transposição, segundo ele, otimizam a tarefa. “O legal é chegarmos a esse resultado, de pegar o que foi gravado com uma galera gigantesca, e transpor o que foi gravado para o som ao vivo. E eu acho que disco é disco, e show é show. Gosto dos portais que se abrem nos shows além do que o disco traz. O que eu gosto dos shows é a partir do momento em que o show ‘trisca’ em algo que já não é mais música. Esse negócio que o fogo do ‘ao vivo’ traz, cabe muito do que tem no disco. Na hora de gravar um disco, você tem que reduzir tudo para um espaço menor. O ‘ao vivo’ é mágico mesmo”, pondera.

Aos fãs de Jeneci, a boa notícia: Marcelo não pensa em outra coisa a não ser fazer um show generoso, de pelo menos uma hora e meia. “Como é a nossa primeira vez, teremos músicas dos dois álbuns [‘De Graça’ e ‘Feito Pra Acabar’]. As do primeiro disco que vão estar com certeza são as músicas ‘Feito Para Acabar’, ‘Para Sonhar’ e ‘Felicidade’. Do ‘De Graça’ estarão com certeza ‘Tudo Bem, Tanto Faz’, ‘A Vida é Bélica’, ‘Um de Nós’ e ‘Pra Gente Se Desprender”, garante ele, como num pacto.

Resquícios do futuro

Questionado sobre se o sucessor do seu último álbum já dá breves ares de aparecer, ele afirma que já o gesta em pensamento, mas que muito ainda há de ser realizado. “Eu tenho que gravar um DVD agora, até o fim do ano o gravo. Depois do Carnaval de 2016 devo começar a trabalhar no disco novo. Quando cumprir o DVD, vai facilitar”, desponta. E ele segue com a admiração por projetos intimistas. “Tenho vontade de fazer shows concentrados. Há um projeto chamado ‘Graça na Praça’, em SP, onde no final das contas colocamos a caixa, e chamamos todo mundo [pra interagir] na mesma vibe”, finaliza.

Serviço

O quê: Show de Marcelo Jeneci
Quando: 25 de outubro, às 20h
Onde: Teatro Manauara (av. Mário Ypiranga, 1300, Adrianópolis)
Quanto: Plateia - R$ 60,00 (meia-entrada) e pista - R$ 40,00 (meia-entrada)
Informações: (92) 3342-8032