Publicidade
Entretenimento
Vida

Fotografia apenas pela arte

Cores, composições artísticas, sentimentos e sensações são os elementos mais importantes 18/03/2012 às 21:07
Show 1
Composições artísticas são as palavras de ordem para esse fotógrafos por vocação
Vanessa Bayma Manaus

Uma imagem fala mais do que mil palavras. Essa frase, tão citada por muitos, faz muito mais sentido na vida dessas pessoas, fotógrafos por vocação, que produzem imagens apenas pela arte, pela paixão. Beatrice Leong, Sandro Marandueira e Paulo Trindade são assim. O trio não ganha o pão de cada dia fazendo os melhores cliques, mas ganha admiradores, mesmo que silenciosos, por onde publica  suas imagens.

 Através de suas lentes, Beatrice Leong já realizou editoriais de moda, mas não vive apenas disso. Depois que iniciou o curso de Design de Moda no Ciesa, o amor pela fotografia só aumentou:  “Me interessei em estudar fotografia pra  que não precisasse sempre pagar um profissional para fotografar meus futuros editoriais. Comecei Design de Moda no Ciesa, e acabei querendo me aprofundar em fotografia de moda”, explicou Beatrice.

 Editorial

Em editorial feito especialmente para a edição de A CRÍTICA, a partir do tema “Centro de Manaus”, Beatrice explicou sua concepção artística, que é sempre cheia de detalhes, cores, em imagens inspiradoras: “O Centro da cidade que eu vejo é esse: a situação difícil dos sem-teto nas ruas, os mendigos, os graffitis animados, um ponto da vista diferente do Teatro Amazonas, o Mercado e pessoas trabalhadoras que  transitam por lá”, contou.

Com o olho já apurado para a moda, a estética também não deixa passar despercebida: 

“Tentei retratar o colorido que eu vejo quando ando ali pelos bate-palmas da vida. Quem nunca parou pra olhar as estampas dos guarda-chuvas?”, desafia. 

 Desde pequeno

O produtor cultural Paulo Trindade, do Coletivo Difusão, também é conhecido por suas imagens: “Quando criança tinha um tio que fez um curso por correspondência. Ele ganhou uma câmera da minha mãe e recebeu os instrumentos para realização do curso. O que  mais me fascinou foi a revelação”, explicou Paulo, que passou a treinar o olhar e, depois que entrou na faculdade de Artes Plásticas, na Ufam, comprou uma câmera.

“Hoje tenho um equipamento profissional iniciante e compartilho ideias com vários fotógrafos. Às vezes, eu entro mais na criação, no conceito, porque isso é fotografar. É você ter a poética visual, a sensibilidade do olhar, fazer boas escolhas”, contou Trindade, que usa uma Nikon D-60 e as lentes 18-55 e 70-300.

O produtor tem fotografado criações artísticas e realizado pequenas coberturas de shows.

O bancário Sandro Marandueira também é adepto. “Presto alguns serviços, uns ‘freelas’,  mas minha atividade principal não é a fotografia. Pra mim, é mais pela arte mesmo”, contou Sandro.

O bancário se interessou pela arte na adolescência e chegou a comprar uma câmera russa. Em 2005, passou a trabalhar diretamente com fotografia, e decidiu a aprimorar a técnica, que sempre procurou aprender sozinho. “Ultimamente tenho tido uma paixão por tirar fotos de espetáculos e shows. No teatro, por conseguir passar a emoção. E faço fotos na coxia, tentando pegar um fato inusitado, algo diferente”, explicou.

Sandro chegou a produzir uma série para Thiago de Mello, na qual mostrou que, mesmo com todo o abandono, no Centro existe beleza: “Sempre gostei de  mostrar as ações do tempo (...) Atualmente, faço arquitetura e urbanismo  e pretendo utilizar a fotografia para registrar construções históricas”.