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Entretenimento
EXPOSIÇÃO

Fotógrafo libanês expõe imagens sobre a diversidade brasileira em Manaus

Casa Joaquim Marinho recebe, a partir desta sexta (1º), exposição com 50 fotografias de Jacques Menassa, registros feitos em todo o País 30/11/2017 às 15:05 - Atualizado em 30/11/2017 às 16:27
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Fotógrafo visitou o país em 2016 e buscou registrar as belezas da fauna, arquitetura e cultura do país (Foto: Jacques Menassa)
Juan Gabriel Manaus, AM

Diversidade. A palavra talvez seja a que melhor define o país ao qual o renomado fotógrafo libanês Jacques Menassa decidiu abraçar. Por aqui, entre idas e vindas que já duram mais de trinta anos, se encantou pela beleza da pluralidade presente na arquitetura, na fauna, flora e na nossa gente. Esse olhar mais delicado e apaixonado acaba por se eternizar nas fotos presentes na exposição “Aquarela do Brasil”, produzida pelo fotógrafo e que será aberta em Manaus nesta sexta (1), às 19h, na Casa de Cultura Joaquim Marinho, localizada na Rua Chaves Ribeiro, nº 39, São Geraldo.

Com previsão para durar um mês, a exposição reúne ao todo cinquenta fotos tiradas por Jacques Menassa em uma visita ao País ano passado, após dezoito anos sem pisar em terras brasileiras. Tudo é resultado de um processo que totalizou seis mil imagens feitas em mais de cinco cidades de Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Amazonas. Por aqui, passeou pela capital e se estendeu até o Alto Rio Negro, passando pelo Rio Amazonas e partes da Floresta Amazônica.

“Além de Manaus, tirei fotos de várias partes do Rio de Janeiro como Copacabana e Santa Teresa, fui a Belo Horizonte e a São João Del Rei, uma cidadezinha ali próximo. Selecionei as fotos pra mostrar a diversidade e riqueza do Brasil, porque em cada lugar existe arquitetura diferente, culturas diferentes e desse jeito quero mostrar a diversidade do País”, conta Jacques. 

A ideia de promover esse resgate da identidade cultural brasileira veio pelo inconformismo ao ver amigos brasileiros exaltando sempre as partes negativas do País. “Muitos brasileiros mostram o lado feio (do Brasil) e eu me revolto com isso. As coisas ruins existem no meu país, na Europa, nos Estados Unidos, em todo lugar, por isso eu venho mostrar o Brasil”, diz o fotógrafo. “Eu fico triste vendo meus amigos brasileiros falando ‘cuidado com o Rio de Janeiro, não vá lá, está muito violento e perigoso’, e eu não quero nem saber. Passei por lá ano passado, andei por vários lugares e tirei várias fotos”, completa.

Carinho por Manaus

A capital amazonense guarda uma parte valiosa da história do libanês. Foi em Manaus que uma parte da família Menassa se estabeleceu. “Minha família veio pra cá a partir de 1885. Meu avô casou aqui e voltou pro Líbano”, revela o fotógrafo. Aqui, fez morada em dois momentos da vida entre 1984 e 1998. Dos tempos de “manauara”, guardou o carinho pela cidade que o acolheu e que serviu de cenário para suas obras. 

“Eu me sinto ligado com a cidade. Morei um ano aqui em 1984 e depois mais oito anos entre 1990 e 1998. A fotografia em Manaus é tão rica porque tem muitas coisas para se aproveitar, é uma cidade muito artística. Ministrei oficinas, e já foram quase trinta exposições aqui”, conta.