Publicidade
Entretenimento
Vida

Fotógrafos amazonenses ganham espaço no Festival em Paraty (RJ)

A ideia é reunir trabalhos de 18 fotógrafos dos dois grupos para compor uma exposição projetada no circuito noturno do festival 01/09/2012 às 14:25
Show 1
Ruth Jucá (Coletivo)
ROSIEL MENDONÇA ---

No que depender de Maria Di Andréa Hagge, a fotografia amazonense vai cair no gosto do Brasil e do mundo. Ela é curadora do projeto coletivo “FotoAmazonas”, uma parceria entre o Coletivo Amazonas e o fotoclube A Escrita da Luz, que acaba de ser selecionado em uma convocatória do 8º Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, que acontece de 26 a 30 de setembro.

A ideia é reunir trabalhos de 18 fotógrafos dos dois grupos para compor uma exposição projetada no circuito noturno do festival. “Queremos levar a fotografia do Amazonas para o circuito das artes visuais”, contou a curadora e agitadora cultural Maria Di. Segundo ela, o Paraty em Foco é uma excelente oportunidade de mostrar o trabalho dos fotógrafos locais.

Michel Mello (Escrita)

“Nesse festival transitam críticos, estudiosos, colecionadores e fotógrafos de todo o mundo. É um universo que todo profissional gostaria de conhecer e fazer parte”, complementou.

CONCEITO

A proposta do projeto “Foto- Amazonas” é reunir imagens com um fundo subjetivo que traduzam novas leituras dos universos contemporâneo e amazônico. “A ideia é selecionar fotos que ofereçam uma leitura imagética mais consistente da essência amazônica. Uma fotografia que seja apenas bonita não diz nada, o que importa é o que está por trás dela”, disse Maria Di.

Um dos desafios será fazer com que as imagens conversem entre si. “O Coletivo Amazonas e A Escrita da Luz contam com profissionais com diferentes olhares. Apesar disso, queremos montar uma projeção harmoniosa, porém que ao mesmo tempo tenha algum impacto sobre as pessoas”, declarou a curadora.

APOIO

Por enquanto, apenas um fator está impedindo que o projeto coletivo “FotoAmazonas” seja uma atração confirmada no 8º Paraty Em Foco: financiamento. A estimativa da curadoria é que a proposta precise de pelos menos R$ 15 mil para sair do papel. Além da projeção, Maria Di pretende criar um site bilíngue para que pessoas de todo o mundo tenham acesso ao banco de dados dos dois grupos de fotografia locais.

De acordo com o cronograma do festival, a projeção amazonense precisa estar pronta até o dia 13 de setembro. Para isso, a curadora espera contar com a ajuda da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e também da iniciativa privada. “A fotografia merece atenção, assim como o boi-bumbá e a ópera”, declarou.

No momento, o foco é buscar parceiros. Um deles é o fotógrafo Andreas Valentin, que prometeu fazer um texto de apresentação sobre a produção amazonense. “Por si só, o fotógrafo faz um trabalho solitário, mas ninguém vai conseguir representar o Estado sozinho”, finalizou Maria Di.

Quem quiser entrar em contato com a curadora do projeto “FotoAmazonas” pode encontrá-la pelo telefone (21) 8259-5603 e pelo e-mail andreahagge@gmail.com.