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Frente parlamentar mobiliza País pelo combate à tuberculose

A tuberculose é a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte entre as pessoas com Aids 29/10/2012 às 09:14
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A cada ano são registrados mais de 71 mil novos casos de tuberculose
Renata Tôrres/Rádio Câmara ---

A Frente Parlamentar pela Luta contra a Tuberculose realiza nesta semana, no Congresso, atividades de mobilização pelo fim da tuberculose no Brasil. Apesar de ter cura há mais de 50 anos, a doença ainda afeta muitos brasileiros. A cada ano são registrados mais de 71 mil novos casos e aproximadamente 4.500 óbitos. A tuberculose é a quarta causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte entre as pessoas com Aids.

Na terça e na quarta-feira (30 e 31), parlamentares, ativistas, estudantes e profissionais de saúde estarão nos corredores da Câmara e do Senado distribuindo informações sobre a doença e material educativo para reforçar que a tuberculose ainda existe e deve ser combatida.

Às 15h30 desta terça, haverá a abertura do estande “Pelo Fim da Tuberculose”, no Espaço Mário Covas (anexo 2 da Câmara). No mesmo local, será apresentado um vídeo da campanha “TB + HIV – Essa dupla não combina”, às 10 horas de quarta.

Sintomas
A doença ataca principalmente os pulmões, mas pode ocorrer em outras partes do corpo, como ossos, rins e meninges - as membranas que envolvem o cérebro. Os principais sintomas são tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro, acompanhada ou não por febre no fim do dia.

O coordenador da Frente contra a Tuberculose, deputado Antonio Brito (PTB-BA), destaca as principais dificuldades para erradicar a doença: "Primeiro, há o abandono do tratamento. As pessoas, a partir de três meses, já sentem que estão curadas, porque os sintomas diminuem. E aí há a recidiva, ou seja, a volta da tuberculose é maior e as pessoas acabam tendo dificuldade.”

 “A outra dificuldade é ampliar os serviços de tuberculose na rede de atenção básica à saúde, junto com os agentes comunitários de saúde, para que a gente possa identificar novos casos e encaminhar para a rede pública e a rede filantrópica", acrescenta o parlamentar.

A tuberculose tem relação direta com a miséria e a exclusão social e afeta, principalmente, pessoas em situação de extrema pobreza, índios, presos e moradores de rua. As pessoas que têm Aids e outras enfermidades que comprometem a imunidade também estão mais vulneráveis à doença.

O deputado Antonio Brito afirma que a frente parlamentar atua para diminuir o preconceito e para fazer alterações na legislação, inclusive nas leis orçamentárias. “Incentivamos os deputados federais a colocarem emendas (no Orçamento) para pesquisa e para o tratamento da tuberculose”, diz.