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FVS divulga relatório sobre H1N1 no Amazonas, nesta terça-feira

Resultado de investigação epidemiológica da morte de uma funcionária pública por gripe suína vai orientar ações de saúde 13/03/2012 às 07:49
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Fundação de Vigilância em Saúde, responsável por monitorar a ocorrência da gripe H1N1 no Amazonas, descarta um surto semelhante ao de 2009
Carolina Silva Manaus

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM) deve apresentar nesta terça-feira (13) os resultados da investigação epidemiológica do caso de Ilzinara Monteiro Ferreira, 30, que morreu na última quinta-feira, vítima da gripe H1N1, a gripe suína.

De acordo com a FVS, com base nesses resultados, a fundação irá avaliar a necessidade, ou não, de uma intervenção maior no município de Borba (a 151 quilômetros de Manaus) onde Ilzinara foi contaminada.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas também informou que as pessoas que tiveram contato com Ilzinara estão sendo monitoradas, uma vez que o vírus Influenza A tem um período de sete dias de incubação e assim como a gripe comum, o contágio se dá por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva.

“Após sete dias, se essas pessoas não apresentarem os sintomas da doença, elas não foram contaminadas pelo vírus da gripe H1N1”, esclareceu o presidente da FVS/AM.

A morte da funcionária pública foi a primeira registrada no Amazonas em decorrência da doença desde 2010, quando oito pessoas morreram também vítimas da gripe H1N1.

Mas, o presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, descarta a possibilidade do Estado sofrer uma nova pandemia, isto é, um surto da gripe, como ocorreu em 2009.

“Nós temos um sistema de monitoramento junto ao Ministério da Saúde e que não tem apontado um surto da doença no Amazonas. A morte de Ilzinara é um caso isolado e por isso um enfermeiro sanitarista da FVS foi até a localidade para esse processo de investigação”, explicou Albuquerque.

A gripe suína é causada por uma das mutações, geralmente H1N1, do vírus Influenza A e que se dissemina entre os porcos por meio da secreção respiratória dos animais ou pelo contato direto ou indireto.

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, como febre alta e tosse, porém, Bernardino Albuquerque, destaca que a pessoa com gripe H1N1 apresenta alguns sintomas que levantam suspeitas da doença.

“A falta de ar e a dor no tórax são características desse tipo de gripe. Neste caso, é importante que a pessoa procure atendimento médico para que a hipótese do diagnóstico seja consolidada o mais breve”, alertou o presidente da FVS/AM. Segundo Bernardino Albuquerque, em caso de suspeita da doença, a pessoa pode procurar qualquer unidade de saúde.

Os casos de gripe H1N1 podem ocorrer em qualquer época do ano. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas, o índice tem reduzido devido a vacina contra o vírus que passou a ser disponibilizado desde 2010.

24 mortes foram registradas em 2009, no  Amazonas, quando a região sofreu uma pandemia da gripe H1N1. Em 2011, o Estado não registrou nenhum caso da doença.

Outros dois casos de gripe suína também foram confirmados em Manaus neste ano. Uma criança e um adolescente foram diagnosticados com a doença nos meses de janeiro e fevereiro.

Prevenção é simples
A Fundação de Vigilância em Saúde tem vacinas para a população, mas orienta que uma série de procedimentos ajudam a reduzir o número de casos.

São coisas simples, como: cobrir o nariz e a boca quando tossir ou espirrar; jogar no lixo lenços após o uso; lavar as mãos frequentemente com água e sabão. Recomenda-se também evitar contato das mãos com os olhos, nariz, boca e rosto em geral; e com pessoas doentes.