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Garantido paralisa Festival

Garantido paralisa trabalhos para o Festival

Segundo informações repassadas pelo próprio presidente da agremiação, o motivo seria a falta de recursos financeiros 07/06/2012 às 16:49
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Telo Pinto, presidente do Garantido
Jonas Santos Parintins

O boi Garantido  paralisou os trabalhos em preparação ao Festival Folclórico de Parintins 2012. O  anúncio foi feito pelo presidente do bumbá, Telo Pinto, na manhã deste sábado, em Parintins, durante coletiva de imprensa. A justificativa apresentada pelo presidente foi a falta de recursos financeiros. Faltando praticamente um mês para o festival a agremiação folclórica recebeu somente 20% do repasse de recursos provenientes da iniciativa privada e do Governo do Estado. Os trabalhos dos artistas que confeccionam as alegorias são realizados na área de concentração do Bumbódromo.

Os 13 artistas de ponta do Garantido também participaram do encontro realizado em uma sala no Bumbódromo, e de forma unânime concordaram com a medida, assim como os representantes dos Conselhos de Ética e Fiscal. A agremiação folclórica transferiu-se para o Bumbódromo devido a grande cheia do Rio Amazonas que inundou os galpões da Cidade Garantido. O presidente disse que a paralisação foi à última alternativa encontrada pela diretoria diante das dificuldades enfrentadas nesta temporada. De acordo com ele, no ano passado, neste
mesmo período, mais de 60% do aporte financeiro já tinham sido depositados na conta da agremiação. “É uma decisão que não nos agrada, mas deve ser tomada, pois, estamos com dificuldade em pagar nossos artistas, além de outros compromissos. Não temos de onde
arrumar dinheiro para segurar as ações em andamento”, enfatizou. O orçamento do Garantido este ano está estimado em R$ 7 milhões.

O pagamento dos trabalhadores do bumbá vai para o segundo mês em atraso.  Telo disse  que a paralisação do Garantido compromete a
apresentação do no Festival 2012. “ O risco é eminente e pelo menos haverá um grande atraso nos trabalhos de confecção de alegorias e tribos para a disputa no Bumbódromo”, afirmou Pinto. A Cola e a Volvo foram as únicas empresas que repassaram recursos ao boi. A agremiação aguarda ainda a liberação de cotas de patrocínio da Eletrobrás, Governo do Estado, Petrobrás, Ambev e da TV Bandeirantes.

BLOQUEIO


No dia 10 de maio a Justiça do Trabalho expediu ofício aos patrocinadores do Festival com determinação de bloquear de R$ 1,3 milhão das contas da Associação Folclórica.  O documento foi assinado pelo juiz Aldemiro Dantas. O valor do débito é referente a dívidas de processos trabalhistas com Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O presidente falou também que está decisão judicial inviabiliza o boi. O diretor jurídico do Garantido, Fábio Cardoso, afirmou que os processos foram julgados em administrações anteriores. “É conseqüência de ações julgadas a revelia. Algumas datam do ano de 2004, como no caso do ex-amo do Garantido, Edilson Santana”, descreveu. O Garantido está recorrendo da decisão judicial.