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Governador diz que Proama não resolve problemas no abastecimento de água em Manaus

Informação foi dada pelo governador Omar Aziz ao citar  necessidade de mais de R$ 1 bilhão para integração do sistema  07/03/2012 às 09:08
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Governador ressaltou que, só para colocar o Proama para funcionar, serão necessários investimentos de R$ 60 milhões
LÚCIO PINHEIRO Manaus

No dia em que reafirmou sua participação nas eleições em Manaus, o governador Omar Aziz (PSD) disse que o Programa Águas para Manaus (Proama) não vai resolver o problema do abastecimento de água da cidade. No último sábado (3), Omar havia dito que serão necessários mais R$ 60 milhões para o Proama funcionar.

Nessa terça-feira (6), acrescentou a necessidade de investimentos de R$ 1 bilhão, no sistema, para que a obra milionária tenha utilidade.

A questão da água tem colocado em trincheiras opostas os principais prefeituráveis de Manaus, o senador Eduardo Braga (PMDB), pai do Proama, o prefeito Amazonino Mendes (PDT), que privatizou o serviço  em 2000, e o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), autor da repactuação do  contrato com a empresa  Águas do Amazonas.

“Se o Proama funcionar amanhã, não vai ter água depois de amanhã, não. Precisa ter rede. Consertar rede. Tem uma série de coisas que ainda tem que ser resolvida. Não espere que a gente abra a torneira e no dia seguinte a água esteja na casa das pessoas”, alertou Omar Aziz, ontem, durante lançamento do programa de qualificação profissional do Governo do Estado.

Gestado no governo de Eduardo Braga, o Proama representa aos cofres do Estado um custo, até agora, de R$ 365 milhões. Para Braga, a obra - que está atrasada em dois anos - é a solução para o problema do fornecimento de água em Manaus. O senador defende o rompimento do contrato com a Águas do Amazonas, e acusa Amazonino de tramar a manutenção do controle do serviço nas mãos dos mesmos empresários. 

Líder do PSD no Amazonas, Omar Aziz disse que é cedo para falar de alianças, mas adiantou o que ele e o povo repudiam em uma disputa eleitoral: ataques pessoais, discussões medíocres e pequenas. “Não entro em debates histéricos. Não é dessa forma que estou construindo um projeto de governo para o povo amazonense. É com paciência, e, principalmente, aglutinando pessoas para que a gente possa servir melhor a população”, disparou Omar.

Em meio à discussão sobre a questão da água, Braga já declarou que a Água do Amazonas faz “picaretagem” com o aval da prefeitura. Sem citar nomes, Amazonino devolveu o adjetivo de “picareta” para o emissário.

colaborou Cimone Barros