Publicidade
Entretenimento
Cult

Grupo Cacos participa do festival Palcos Giratórios, em Porto Velho

A estada da Cacos na capital nortista se deve ao apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc/Rondônia) 25/09/2012 às 08:32
Show 1
'Cultura da carne' também foi apresentado em Porto Velho
Rafael Seixas Manaus, AM

A Cacos é uma das companhias teatrais com maior circulação do Estado do Amazonas, sempre buscando novos conhecimentos e mostrar sua arte que explora o corpo como objeto de estudo. O grupo de performers, bailarinos e atores está em Porto Velho participando do festival Palco Giratório, dentro da mostra Subestação, com trabalhos de repertório e inéditos. A companhia ainda irá ministrar a oficina “Dramaturgia do espaço e o corpo performático”.

A estada da Cacos na capital nortista se deve ao apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc/Rondônia). “A gente veio aqui em julho fazer uma apresentação. Os curadores do Sesc se interessaram pelo trabalho (‘A cruz e a moça’) e nos convidaram para retornar em setembro, dentro da programação do Palco Giratório, que conta com mais de 40 grupos de todo o País. Somos os únicos representantes da região Norte no festival”, disse Dyego Monnzaho, integrante da Cia Cacos de Teatro, coordenador geral do Festival Breves Cenas de Teatro e da comissão do Festival de Teatro da Amazônia (FTA). A apresentação de “A cruz e a moça” ocorreu no último final de semana.

Inéditas

Com relação ao projeto Subestação, Monnzaho explica que é um trabalho mais de arte contemporânea, no qual a Cacos vai apresentar o seu repertório e mais quatro performances inéditas: “Intervenção do corpo – Dormir”, “O corpo dócil no shopping”, “Caminho de elefante branco” e “Café da manhã”.

Das quatro, a mais impressionante é “Dormir”, em que um dos performers será medicado para ficar em estado de repouso, dormindo por aproximadamente quatro horas, e tendo intervenções feitas em seu corpo. “As outras pessoas vão ficar com vários aparatos de intervenção no corpo. A ideia é construir um arsenal de objetos que possam interferir no corpo dessa pessoa que está dormindo. Essa intervenção tem uma participação ativa do público”, contou o ator, salientando que todo o processo tem acompanhamento médico.

Conhecimento

O grupo desenvolveu a oficina “Dramaturgia do espaço e o corpo performático”, em que mostrou em síntese a proposta da companhia, suas abordagens, significação do corpo e espaço, trabalhando os conceitos de dramaturgia enviesadas e instalações corpóreas a partir do corpo do ator.  “O teatro daqui (Porto Velho) é supermovimentado, com companhias como Fiasco, O Imaginário e Raízes do Porto. Entrar em contato com essas pessoas é muito importante”.

Segundo o artista, as companhias de Manaus devem dedicar uma maior atenção ao processo de pesquisa, porque muitas estão preocupadas apenas em produzir. “O teatro é arte da pesquisa. Isso é algo que enfraquece a cena manauara”, opinou.  A Cacos fica em Porto Velho até o próximo sábado.