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haitianos na folia

Grupo de haitianos que vive em Manaus vai cair na folia neste carnaval

Pelo menos 15 imigrantes farão parte da apresentação da Vitória Régia, a penúltima escola a desfilar na madrugada de domingo 18/02/2012 às 20:13
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Além dos 15 confirmados no desfile, outros 25 estarão na avenida como empurradores dos cinco carros alegóricos da Vitória Régia
Milton de Oliveira Manaus

Das nove escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval de Manaus consultadas na semana passada, apenas o Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia, bairro Praça 14, Zona Sul, confirmou que levaria, aproximadamente, 15 haitianos para o desfile no Sambódromo, na madrugada deste domingo.

Conforme o diretor de ala da escola, Marcelo Oliveira, a presença dos haitianos é mais que um desfile. “Trata-se também de um trabalho social de integração dessas pessoas na nossa sociedade, em diversos aspectos do nosso cotidiano”, destacou. Ainda de acordo com ele, outros 25 haitianos estariam na avenida como empurradores dos cinco carros alegóricos que a Vitória Régia levaria à avenida.

 O mestre de bateria da agremiação, Didi Redman, disse que os haitianos conseguiram romper a desconfiança e a timidez, vendo os ensaios. “Eles apareceram no começo do mês. Vinham todas as noites para ver os ensaios da bateria, nas ruas do bairro. Meio desconfiados, foram se aproximando, pouco a pouco, dos integrantes da escola”. Didi contou, também, que espera, para os próximos anos, contar com haitianos na bateria da escola. “Na Vitória Régia já tocou até gringo. Então, não vejo dificuldades que esses caribenhos um dia comecem a fazer parte da bateria”, concluiu.

Segundo a agremiação, as fantasias dos haitianos foram patrocinadas por empresários do bairro e pela própria escola de samba. “A Vitória Régia é um pólo irradiador da cultura negra no Amazonas, e não podíamos dizer não para esses novos habitantes da cidade”, sublinhou o conselheiro da escola, Antonino Araújo.

Com o enredo “Um mundo mágico chamado Sambódromo”, a escola contou os 21 anos de história do Sambódromo de Manaus, e desfilou com, aproximadamente, 4 mil brincantes, e as fantasias, conforme o diretor de alas, foram desenhadas e confeccionadas com cores fortes para que não perdessem o brilho quando amanhecesse. Vinte alas ajudaram a contar o enredo da Vitória Régia.

Muita tradição

O mestre de bateria, Didi Redman, afirmou, na última sexta-feira, 17, que a Vitória Régia, iria buscar o 13º título. “Se não houver cartas marcadas, a nossa escola é uma forte candidata ao título”. Para ele, os 12 títulos conquistados ao longo de 36 anos da agremiação dão credibilidade ao trabalho de cada membro da escola. Ele recordou, também, o Carnaval de 95 que, com o enredo “Hoje quem bota a banca sou eu”, a Vitória Régia homenageou o fundador do jornal A CRÍTICA, Umberto Calderaro Filho. “Nesse ano fomos campeões”, concluiu.