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Grupo regional Imbaúba volta de viagem com novas perspectivas

Celdo Braga, poeta e integrante do Imbaúba, conta como foi participar do projeto “O Brasil das Orquestras Populares” 25/02/2012 às 15:10
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O Imbaúba explora elementos da cultura, fauna e flora amazônica em suas composições Na foto, o poeta Celdo Braga
RAFAEL SEIXAS Manaus

A poesia e a sonoridade amazônicas do Imbaúba conquistaram o público de Brasília, por meio do projeto “O Brasil das Orquestras Populares”. O grupo emocionou os presentes nos dois últimos dias da programação do evento.

E dessa ação ainda surgiram novas perspectivas para os artistas, como ações em nível nacional e internacional.

Primeira vez

De acordo com Celdo Braga, poeta e integrante do Imbaúba, essa foi a primeira vez que eles foram convidados para um projeto nacional sem a interferência e recursos vindos de Manaus.

“Sempre participamos de eventos saindo por alguma entidade do Estado. E o mais interessante foi que nas duas noites o teatro (Centro Cultural Banco do Brasil) ficou lotado. Vendemos 120 CDs, além de alguns exemplares dos meus livros. E pela forma que foi conduzida nossa apresentação, João Braune, um dos donos da Fomenta Produções, uma das responsáveis pelo ‘Orquestras Populares’, disse que éramos um produto musical interessante e que estaria disponível para nos ajudar a fazer apresentações nacionais e internacionais”.

Produção

No momento, os integrantes do grupo estão se dedicando a projetos individuais. Em contrapartida, também estão preparando um roteiro musical para colocar numa gravadora, para ter material assim que seja divulgado no âmbito nacional.

 “Isso são somente algumas metas, mas já sabemos o caminho para que isso aconteça”, salienta Braga.

Ele revela, ainda, que não existe uma fórmula para se conseguir o sucesso nos grandes eixos do País a não ser por meio de um grande capital.

 “Estamos no Norte do País isolados. Se você me perguntar quem aconteceu em nível nacional do Amazonas, vou dizer Chico da Silva e os bois bumbás. O Chico conseguiu chegar lá não pelo seu grande potencial, mas sim pela circunstância de estar na hora e no lugar certos.

Os bumbás fizeram sucesso, mas não conseguiram emplacar. Não há uma fórmula a não ser do capital”. O artista cita o exemplo do Carrapicho, divulgado nacional e internacionalmente: “Sabemos que teve um investimento de US$ 5 milhões e o retorno de US$ 25 milhões para o investidor. Mesmo assim, o Carrapicho não se sustentou, foi só no Verão europeu. Hoje temos a Eliana Printes, que se mudou para o Rio de Janeiro e se aliou com uma gravadora. Ali ela está trabalhando para acontecer no cenário nacional”.

Distinção

Segundo Braga, em relação ao Imbaúba, o que os diferencia dos demais artistas é que não têm a pretensão de que suas músicas se tornem o hit do Verão.

“Mas que, a partir do momento que uma empresa investe no nosso trabalho, saímos dessa esfera com um suporte de quem já sabe todos os caminhos e que pode nos dar novas perspectivas que é a de conquistar novos espaços”, conclui. O grupo iniciará suas atividades de 2012 com o lançamento da nova edição do projeto cultural “Tacacá na Bossa”, dia 28 de março, no Tacacá da Gisela, situado no Largo de São Sebastião (Centro). A entrada é franca.