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Chefs de cozinha

Homens fazem bonito no universo gastronômico

Seja por tradição familiar oupor talento nato, os homens se destacam quando resolvem ir para a cozinha 06/05/2012 às 19:28
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Jorge Aguiar começou a se aventurar na cozinha quando teve que morar sozinho
Felipe de Paula Manaus

Já passou o tempo em que só as mulheres colecionavam receitas. Ainda hoje, porém, muitos homens - para não dizer a maioria - parecem não ter acordado para essa realidade e continuam se furtando aos prazeres da cozinha. Por outro lado, há quem não perca a chance de manter acesa a tradição culinária da família e, de quebra, mostrar seus próprios dotes gastronômicos.

O comerciante Jorge Wider é uma dessas pessoas. Muito ligado às tradições familiares - ele é da terceira geração de joalheiros de sua família paterna. Wider tem ascendência húngara e cultivou, além das lições do mundo dos negócios, todo o conhecimento gastronômico que herdou dentro de casa. Para ele, que, pra completar, cresceu numa região conhecida como Vale dos Gourmets, em Petrópolis-RJ, culinária é paixão e, sobretudo, vocação.

“Cozinhar é vocação. As pessoas têm um dom natural para isso. Precisa gostar. Por obrigação não sai coisa boa”, diz ele, que costuma viajar pelo mundo incorporando sabores e trazendo condimentos para casa. “A mala volta cheia”, diz a esposa, Jaqueline Chagas, ressaltando que o Mercado Municipal de São Paulo é um de seus paraísos na Terra.

 Referência

 Quem também parece ser vocacionado para a culinária é o empresário Thiago Lorenzoni, que com apenas 26 anos já se revela um talento na cozinha. Ele, que conta rindo ser o único entre os irmãos que vai além do primitivo ovo frito na cozinha, começou fazendo doces em casa, mas hoje já tem tanto domínio da coisa que improvisa seus próprios pratos e virou até referência entre os amigos. “No meu IPhone eu tenho dez aplicativos só de comida”, diz ele, lembrando que até de consolo já serviram suas receitas. “Uma vez uma amigo acabou com a namorada e me chamou pra cozinhar algo pra ele (risos)”.

Necessário

 Outro que não deixa morrer uma forte tradição gastronômica da família é o médico ítalo-brasileiro Jorge Aguiar. Contudo, ele conta que aprendeu a cozinhar por necessidade, quando foi para o Rio de Janeiro concluir o curso de Medicina e passou um tempo morando sozinho. “Além da tradição familiar, aprendi por necessidade. Já sabia alguma coisa, via a família fazer... mas aprendi mesmo morando sozinho”, lembra ele, que até tinha parentes no Rio - a própria avó morava lá -, mas passava grande parte do tempo entre a faculdade e o apartamento em que morava. Entre seus pratos prediletos, estão os tradicionais risottos e macarronadas, sem esquecer dos célebres peixes regionais.

 Já pode casar

O jovem dentista de 25 anos, Darius Akay, é outro que já pode casar. Explico: é que o rapaz, que está noivo de sua amada Danielle, conta que quem comandará a cozinha da casa do casal é ele próprio. Delícias como camarão ao alho e strogonoff estão no seu repertório, que contempla as festas de família - da sua e da noiva. Darius, que também acredita em vocação quando o assunto é culinária, compara sua profissão de dentista com a de cozinhenheiro. “Eu trabalho com o sorriso das pessoas, que é o cartão de visita delas. Então é comum receber elogios, que é o que eu também
gosto quando preparo algum prato”, diz ele, que aprendeu a cozinhar com a mãe. “Quando ela estava com preguiça, eu mesmo acabava fazendo tudo”, recorda Darius.