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Homens que chegaram aos 50 anos celebram conquistas alcançadas na trajetória de meio século de vida

Homens bem sucedidos revelam os segredos para quem deseja chegar aos 50 anos com qualidade de vida 13/02/2012 às 12:33
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Paulo Jacob diz que conquistas profissionais fizeram com que ele amadurecesse mais cedo
Luciana Santos Manaus

Experientes, bem sucedidos profissionalmente e realizados como pais e maridos. Esse é o perfil de quatro profissionais conhecidos na sociedade manauense que entram na casa dos 50 anos. Para Átila Benjamin, Eli Carvalho, Paulo Jacob e Carlos Arana chegar aos 50 é um momento de celebração, de colher os frutos do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e de passar a aproveitar mais o que a vida tem de bom para oferecer.

Auditor fiscal da Prefeitura de Manaus há 28 anos, casado e pai de três filhos, Átila Benjamin é taxativo ao determinar qual o momento mais marcante de sua vida: o nascimento dos filhos. Segundo ele, a responsabilidade de pensar a criação de cada um deles o fez amadurecer mais rapidamente. “Meu filho mais velho nasceu quando eu tinha 24 anos e isso forçou um amadurecimento. Ser pai é uma experiência marcante”, afirma. Atual subsecretário da Secretaria Municipal de Finanças (Semef), Átila diz que, no momento, seu principal objetivo profissional é “preparar a secretaria para o mundo digital”, para que o nível de eficiência do órgão e o grau de satisfação dos usuários sejam altos. “Ainda tenho uns 10 anos para me aposentar e espero continuar contribuindo com a administração pública, pois não há prêmio maior quando o contribuinte reconhece o serviço prestado”. Para o futuro, Átila espera ver os filhos formados e viajar mais. Um dos destinos que pretende visitar é a região da Sardenha, na Itália, terra natal de seus avós.

 Desacelerar

O dentista Eli Carvalho diz que chega aos 50 anos aprendendo a avaliar as situações com mais calma antes de tomar uma decisão e também a destinar mais tempo para o lazer e a família. “Começo a ver as coisas de outra maneira e a pensar mais na minha qualidade de vida. Minha mãe, que sofre do Mal de Alzheimer, me dizia para aproveitar o corpo enquanto ele é guiado pela mente e começo a ver como isso é importante”, conta. Nesse processo de desaceleração, Eli diz que pretende atender uma quantidade menor de pacientes e compartilhar os conhecimentos adquiridos durante os 26 anos de carreira com outros profissionais com quem pretende dividir o trabalho em sua clínica odontológica. “O mundo está muito acelerado. Pretendo terminar de criar minhas filhas, vê-las formadas e, como bom neto de italianos, curtir mais a família. Quero viajar para lugares tranquilos, que não estejam na moda”, afirma.

Precoce

Há 29 anos no serviço público, o Procurador Federal Paulo Jacob passou por diversas funções como vereador, deputado estadual e secretário estadual e municipal. As conquistas profissionais, segundo ele, o fizeram amadurecer muito cedo e, ao mesmo tempo, se sentir realizado com o caminho que trilhou. Para ele, outro momento marcante foi o casamento, celebrado há 20 anos, e o nascimento dos filhos. “Antes estava envolvido com planos políticos e hoje meus objetivos mudaram. Quero aproveitar mais a vida, a família e os amigos. Quero momentos pra ir pescar, para viajar mais. Vejo meu filho com 19 anos e lembro da minha juventude. A vida passa muito rápido e pretendo viver com qualidade”, observa.

Reconhecimento

Na opinião do Cirurgião Plástico Carlos Arana, uma vantagem de chegar aos 50 anos é possuir a maturidade e a responsabilidade para tomar as decisões mais adequadas. “Outra coisa boa é chegar com saúde e amado. Cheguei aos 50 sendo reconhecido e lembrado por coisas boas. Isso é gratificante”, observa. Nascido na Colômbia, naturalizado brasileiro e, segundo ele, amazonense de coração, Carlos diz que pretende, nos próximos anos, trabalhar um pouco menos para poder se dedicar mais à família e também poder curtir mais as boas coisas da vida. Outra preocupação é com a saúde. Segundo ele, os homens estão se cuidando mais, para ter uma qualidade de vida melhor, e ele diz ser um exemplo dessa tendência. “Como médico sei o que deve ser feito e, como paciente, tenho seguido as recomendações do meu médico, como praticar mais exercícios físicos”, conta.