Publicidade
Entretenimento
Vida

Intolerância alimentar atinge 40% da população brasileira

Apreciar a boa gastronomia está na essência do ser humano. É um prazer e, ao mesmo tempo, uma necessidade fisiológica. Mas como agir quando esse prazer é limitado pela intolerância e tem consequências indesejáveis, que vão desde o leve mal-estar, à dor no abdome e à diarreia? 29/11/2012 às 18:35
Show 1
Intolerância alimentar atinge quase metade da população brasileira
acritica.com Manaus

O médico especialista em genética do DLE, Claudio Schmidt, explica que "a intolerância alimentar propriamente dita se refere a um processo de reação do organismo contra determinado alimento, relacionado aos anticorpos do tipo IgG, gerando uma reação mais tardia do que a alergia".

A doença atinge mais de 40% da população brasileira e está ligada a anticorpos chamados IgG, em que ocorre uma reação imunológica contra determinadas proteínas presentes nos alimentos, causando sintomas de dores abdominais, constipação, diarreia, enxaqueca, entre outros.

“Os principais sinais relacionados à intolerância alimentar são dores abdominais recorrentes, flatulência, diarreia e constipação”, diz o especialista. “Pode ser difícil descobrir quais são exatamente os alimentos  responsáveis pela intolerância, uma vez que os sintomas podem surgir após alguns dias da exposição. Além disso, é muito comum confundir com alergia e intoxicação, uma vez que os sintomas são bem parecidos. A intolerância alimentar pode atingir todas as faixas etárias, ambos os sexos e pode estar relacionada a diversos tipos de alimentos”, complementa.

Diferenças entre alergia e intolerância alimentar

Frequentemente confundida com a intolerância, a alergia alimentar tem características particulares. Por isso, é importante esclarecer as diferenças entre ambas.

“Segundo a literatura médica, as alergias mais frequentes estão relacionadas ao leite de vaca, ao ovo de galinha, ao amendoim e aos crustáceos (camarão).

A frequência pode variar de acordo com fatores culturais que influenciam a dieta. Além disso, é extremamente prevalente a alergia a corantes e outros produtos químicos utilizados em produtos industrializados”, alerta Schmidt.

O médico aponta ainda que a alergia alimentar normalmente é associada a sintomas mais agudos como aparecimento de placas avermelhadas na pele e sintomas respiratórios, podendo, em formas mais graves, levar ao choque anafilático ou edema de glote, que podem chegar a ser fatais.

“As intolerâncias alimentares não têm cura, sendo necessário determinar a quantidade do alimento que o paciente tolera. Há casos em que o doente não deve mais consumir o alimento, enquanto em outros basta uma redução do consumo”, salienta o geneticista.

Podem ser feitos os testes para dosagem dos anticorpos específicos por meio dos testes para vários alimentos. 

Alimentos investigados

Ovos: Ovo de galinha.

Peixes, Crustáceos e Frutos do Mar:  Bacalhau, Caranguejo, Hadoque, Lagosta, Mexilhão,  Linguado,  Salmão, Camarão, Truta, Atum.

Frutas: Maçã, Groselha Preta, Azeitonas, Limão, Melão, Laranja, Grapefruit, Morango, Tomate, Melancia.

Grãos: Cevada, Trigo, Milho, Trigo duro, Glúten, Aveia, Arroz, Centeio.

Ervas e Especiarias: Gengibre.

Leite: Leite de vaca.

Carnes: Carne de Boi, Vaca, Frango, Cordeiro, Porco, Peru.

Nozes e Castanhas: Amêndoa, Castanha do Pará, Castanha de Caju, Amendoim, Noz.

Vegetais: Brócolis, Couve, Repolho, Cenoura, Alho, Alho Porró, Batatas, Aipo, Lentilha, Ervilha, Feijão,  Pimentões,  Soja.

Outros: Levedura (pão), Levedura (Cerveja), Mel, Cogumelos, Cacau, Café, Noz de Cola, Gergelim, Girassol.