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Jovens cristãos

Jovens engajados na vida cristã

Jovens aproveitam fase importante da vida para trabalharem em prol da divulgação do evangelho 10/08/2012 às 09:33
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Jovens são engajados quando o assunto é levar a Palavra de Deus às pessoas
Anna Batista Manaus 10 de agosto

A juventude é uma fase da vida marcada pelo estereótipo da rebeldia. Com a ajuda da religião, porém, muitos jovens conseguem trabalhar a construção do caráter e o fortalecimento dos bons princípios. Assíduos frequentadores das missas e cultos, além de integrantes de grupos religiosos, eles não deixam de lado a alegria juvenil nessa peregrinação pela paz e conforto espiritual.

“Na fase da adolescência a gente entra muito em conflito, é faculdade, é vida pessoal. Na Igreja conseguimos conciliar tudo isso conversando com Deus”, diz a universitária Mariana Falabella, 19 anos.

A juventude envolve ainda confrontos nos contextos familiar e social, sendo comum estar associada a irresponsabilidade. “Pessoas mais velhas duvidam do nosso compromisso porque o mundo as fez olhar assim para nós, como uma juventude conturbada”, afirma Hiago Hoshihara, que aos 16 anos e no 2º ano do ensino médio já dá aula de catequese em sua Igreja. “Por ser um catequista jovem, às vezes até os pais dos meus alunos ‘desconfiam’ de mim”, observa o jovem cristão.

 “Desde criança eu tive o exemplo em casa de vir à Igreja, após o término da crisma - sacramento da Igreja Católica - é nossa responsabilidade continuar a vida com Deus”, explica Lorena Brito, 15. “Estar na Igreja representa uma mudança não só para mim, mas serve para mostrar aos outros que nem todo jovem tem esse débito com a Igreja. Perante a sociedade não servimos só para quebrar as regras”, completa Hiago.

Determinação

 O que motivou a estudante de Enfermagem, Falene Lobato, 19, a entrar para um grupo de jovens da Igreja foi, principalmente, o compromisso deles com Deus. “Eu vim atrás de felicidade e aqui eu encontrei. É possível se divertir sem estar em festas”, destaca Falene.

Anne Marcelle, 15 anos, assídua frequentadora da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês desde os oito, hoje é coroinha nas missas da Igreja. Quando era pequena, ela frequentava por causa dos avós, mas com o tempo o local passou a ser um refúgio e comparecer deixou de ser uma obrigação. Para Anne, os ensinamentos adquiridos ao longo destes anos serão levados para toda a sua vida.


 “Estar em grupo me fortalece a continuar no caminho certo, onde os meus colegas são exemplos pra mim. Nada nos é proibido, 'tudo é permitido, mas nem tudo me convém'”, completa Falene Lobato.

Convite

 Quando questionada se convida os amigos para participarem das ações da Igreja, Maysa Brandão, 17, brinca: “A gente tenta, né? Dentro de um limite”. “Isso é a minha obrigação como cristã. Mas há pessoas que estão tão ligadas aos motivos de fora, que tratam a religião como uma obrigação. As pessoas que estão hoje engajadas na Igreja sentiram um chamado”, garante.

Uma das principais características do jovem que integra algum tipo de grupo religioso, aliás, é sua forma de encarar o mundo e as pessoas ao redor.

 “Ser um exemplo para os outros, saber que através do meu jeito posso influenciar alguém a vir para a Igreja, é gratificante e emocionante”, afirma Yuri Moreira, 18, integrante do AmazonJovens da Nova Igreja Batista.

 “E ainda acompanhar o crescimento religioso de amigos que eu convidei para vir à Igreja, é muito bom”, completa Marcelo do Vale, que há seis anos também participa da Nova Igreja Batista, o mesmo período que sua amiga, Marjorie Ayme. “A maneira que você pode se tornar um exemplo para outras pessoas é uma questão de testemunho. De certa forma, somos modelos pra pessoas que nem conhecemos”, diz Marjorie.


 O certo é que especialmente em uma época tão delicada como a juventude, o ingresso em uma religião ameniza conflitos, ajudando na busca pelo equilíbrio. “Na Igreja eu encontrei uma família que me cobra, mas também que me ajuda”, destaca Yuri Moreira.