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Livro história Garoto

Livro narra história de multi-instrumentista brasileiro

Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, tocava vários instrumentos e é reconhecido por artistas brasileiros como um dos pioneiros da Bossa Nova 26/10/2012 às 12:40
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Obra presta homenagem a músico brasileiro
acritica.com Manaus

Um multi-instrumentista talentoso, considerado por ícones da Música Popular Brasileira como um dos pioneiros da Bossa Nova. Aníbal Augusto Sardinha, conhecido como Garoto, é um dos nomes mais representativos da MPB , mas poucos conhecem a trajetória brilhante do compositor da canção “ Gente humilde”.

Com lançamento marcado para o dia 8 de novembro, em São Paulo, “ Gente Humilde – Vida e Música de Garoto” é um livro que pretende homenagear o músico que é lembrado como  um dos maiores mestres do violão brasileiro.

O pesquisador Jorge Carvalho de Mello entrevistou pessoas ligadas ao músico e mergulhou em todo o catálogo disponível entre gravações, participações especiais e registros em partituras das composições de Garoto. Além disso, Jorge Mello leu vasto material de jornais, biografias e cartas que demonstram a participação de Garoto em momentos importantes da música brasileira.

Destaque para a viagem junto à cantora Carmen Miranda para os Estados Unidos, sua participação em diversos programas na Era de Ouro do rádio no Brasil e o merecido reconhecimento como um dos fundadores da Bossa Nova, segundo o depoimento de grandes músicos influenciados por sua obra e legado.  Em suma, o livro Gente humilde – Vida e música de Garoto,lançamento das Edições SESC SP, traz a proposta de tornar a carreira de Aníbal Augusto Sardinha mais conhecida para músicos, pesquisadores de cultura brasileira e do público.

A pesquisa de Jorge Mello mostra um pouco da vida íntima de Garoto ao lado da família e amigos, entretanto, o autor acerta em direcionar a narrativa detalhando sua arte, ainda pouco conhecida pelos brasileiros. O livro contempla uma lista de gravações realizadas pelo músico durante a carreira.

Com apenas 11 anos, o pequeno Aníbal começou a trabalhar em uma loja de instrumentos musicais no Brás, como ajudante. Nessa época, a família de imigrantes portugueses deu o primeiro banjo para o precoce talento que já causava confusões tentando aprender a tocar nos instrumentos do irmão, Batista da Cruz. Esse fato lhe rendeu o apelido de moleque do banjo, mais tarde adaptado para Garoto, alcunha que o consagrou.

 Garoto é lembrado como um dos maiores mestres do violão brasileiro. A merecida lembrança, no entanto, não representa a totalidade dos seus dotes como instrumentista. Gente humilde – Vida e música de Garoto destaca que o músico tocava: banjo, guitarra havaiana, guitarra portuguesa, guitarra jazz, ukelele, cavaquinho, bandolim, violino e violão tenor, este ultimo em especial, é um instrumento que ele ajudou a popularizar. 

Em quase 25 anos de carreira, Garoto gravou 107 músicas, algumas se tornaram obrigatórias para quem deseja levar a sério o estudo de violão, outras são fortes referências da música popular como Duas Contas que recebeu letra do próprio compositor e Gente humilde que teve a letra feita por Chico Buarque e Vinicius de Morais alguns anos depois de gravada. Para completar, ele foi o primeiro violonista brasileiro a estrelar um concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretando Concertino n°2, música composta pelo maestro Radamés Gnattali para homenageá-lo.