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Livro que conta a história do Amazonas é lançado na Bienal do Livro

De acordo com o autor, a pesquisa para esta e outras obras iniciou quando ele ainda estava na faculdade, na década de 1990, e durou 22 anos 28/04/2012 às 19:54
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Pontes Filho, durante noite de autógrafos no Stúdio 5
Ana Carolina Barbosa Manaus

Um processo que exigiu 22 anos de pesquisa – três deles para gerar a publicação final – e que inclui a história do Amazonas, desde a pré-história até os dias atuais. Assim pode ser classificado o livro “Histórias do Amazonas”, mais um entre os títulos do escritor e sociólogo Pontes Filho. Publicado pela Editora Cultural da Amazônia, o livro condensa em 264 páginas os principais fatos sobre o Estado, e tem como uma das características o fator didático.

 A obra está sendo comercializada ao valor de R$ 25 (promoção com desconto de 50%) no Stand da editora, no Stúdio 5 Centro de Convenções (avenida Rodrigo Otávio, Distrito Industrial, Zona Sul), durante a primeira edição da Bienal do Livro Amazonas, iniciada ontem e que segue até o próximo dia 6.

De acordo com o autor, a pesquisa para esta e outras obras iniciou quando ele ainda estava na faculdade, na década de 1990. “Esse livro discute um dos principais contextos de formação histórica do Amazonas, partindo da dinâmica de ocupação imperial, período pré-colonial, colonização, passando pela república e políticas atuais de desenvolvimento da Amazônia”, explicou o autor durante a noite de autógrafos.

Ele ressalta que, quando se fala em ocupação nativa da Amazônia, entra-se no debate sobre a teologia da Amazônia, a Amazônia Continental e até a arqueologia da região. “Ao final tem uma cronologia de 11 mil anos com a ocupação nativa, passando pela chegada dos europeus, no século 15, até os dias atuais”, ressalta.

Pontes Filho também destaca que vem produzindo livros sobre temas específicos com pesquisas de base documental e oral assegurando que elas levam a um apanhado da cultura do Estado, a exemplo das festas e tradições de cada localidade. “No Estado, cada municipalidade tem uma festa que é identificada por um produto ou santo padroeiro da cidade. Elas também ajudam a formar uma identidade cultural no município”, afirma.

Autor de livros como “O terceiro ciclo” e “Estudos de histórias do Amazonas”, Pontes Filho fala com propriedade sobre as peculiaridades do desenvolvimento do Estado e destaca que “há diversas formas de fazermos a história e eu tento contar com a perspectiva de como se constrói o processo social e como é feita a formação da pessoa humana”.

Ele conclui citando que, entre as principais mudanças no período analisado para produzir o livro, estão o amadurecimento dos processos políticos no Amazonas, a questão da leitura e acesso à informação, aos bens e obras culturais, os quais são fatores que contribuíram para novas inclusões e maior expansão da participação das pessoas no acesso à cultura, “que é a condição para o acesso à cidadania”.