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Livro retrata momentos históricos do célebre Colégio Amazonense D. Pedro II, em Manaus

“Gymnasianos” faz uma análise cultural, social e econômica de Manaus e o resto do mundo durante os anos 1950 a 1965 03/05/2012 às 12:17
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O autor e economista Osíris Silva durante lançamento da obra "Gymnasianos", na I Bienal do Livro Amazonas
acritica.com ---

As memórias do Colégio Amazonense D. Pedro II estão eternizadas na obra “Gymnasiano”. O final dos anos 1950 a 1965 são relembrados pelo economista e autor Osíris Silva como uma memória coletiva de ex-alunos que hoje são conhecidos como nomes influentes de Manaus. O livro foi lançado pela Editora da Amazônia na tarde desta quarta-feira (02) durante a I Bienal do Livro Amazonas.

“Gymnasianos” faz uma análise cultural, social e econômica de Manaus e o resto do mundo. “Nós fomos a primeira geração após a II Guerra Mundial. Na minha turma, os alunos viviam um novo processo na história e cada um tinha suas opiniões e vivências sobre os acontecimentos. A obra traz um retorno a nossa juventude, uma lembrança de um passado que, em minha opinião, foi fantástico”, relembra o autor.

Osiris afirma que antigamente o ensino público era de qualidade, mas foi deteriorando com o passar dos anos pela falta de interesse não só dos órgãos responsáveis, mas também pelos próprios estudantes. “Antes existia um número muito pequeno de escolas particulares em Manaus e as referências eram as públicas porque tinham qualidade e pessoas empenhadas. Acredito que a educação atual está sendo passado de uma maneira superficial e o que mais me deixa angustiado é a falta de atitude dos jovens”, disse.

“Na minha época tínhamos grêmios e alianças estudantis. O grupo tinha uma amizade forte, além da vontade de aprender e pesquisar. Atualmente tudo é mais cômodo. Os estudantes não se agregam mais da mesma forma que antes. Não há mais formação de líderes, exemplo disto são os mesmos governos que detêm o poder”, explica Osíris.

A história do Colégio Amazonense Dom Pedro II é caracterizada por constantes lutas na busca de um ideal renovador e do entusiasmo da juventude. Desde sua fundação, em 1869, a escola passou por diversos conflitos, desordem, agressões, mas também de formação de grandes nomes e intelectuais da sociedade manauara. A obra foi escrita com ajuda de vários colegas do autor como, por exemplo, Rui Araújo, João Valério e Andrade Neto. Osíris afirma ainda que “Gymnasiano” é um resgate da história amazonense e deve ser passado adiante para que haja melhorias na área de educação.