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Longa amazonense ‘A Floresta de Jonathas’ é indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

O filme - distribuído nacionalmente e no exterior - está listado na categoria ‘Ficção’ ao lado de outras 59 produções brasileiras 05/06/2014 às 10:57
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Produção foi exibida em mais de 25 festivais pelo mundo
Laynna Feitoza ---

O celebrado longa-metragem amazonense “A Floresta de Jonathas” - distribuído nacionalmente e em países como Alemanha e Áustria - foi indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2014 (GP 2014), promovido pela Academia Brasileira de Cinema e consolidado como uma das maiores premiações nacionais da Sétima Arte. O evento acontece no dia 26 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O filme está listado na categoria “Ficção” ao lado de outras 59 produções brasileiras, como “A Busca” (thriller dramático estrelado por Wagner Moura), “Colegas”, “Cine Holliúdy”, “Flores Raras”, “Minha mãe é uma peça” e “O Som Ao Redor”. Das 22 categorias de premiação (entre elas “Melhor Direção”, “Melhor Ator” e “Melhor Roteiro”), o longa amazonense concorre, com seu rol de profissionais, em 14 delas (ver lista ao lado).

De acordo com o diretor da produção, Sérgio Andrade, podem concorrer filmes que tiveram sua estreia comercial em 2013 e que tenham sido publicados na Ancine (Agência Nacional do Cinema), e passado por uma curadoria da Academia Brasileira de Cinema. As produções audiovisuais e cinematográficas que concorrem ao GP 2014 são votadas pelos membros do Conselho Acadêmico da Academia. Ainda segundo Sérgio, “A Floresta de Jonathas” é o primeiro longa amazonense a ser indicado para a premiação.

Sobre as expectativas de ter um filme integrado à lista de selecionados, Andrade afirma que o GP 2014 é um prêmio que funciona como um belo estímulo à produção e distribuição brasileiras. “O prêmio incentiva o Cinema Brasileiro e põe em destaque filmes que tiveram expressão e foram lançados no País. Por isso, já é uma conquista para um filme do Amazonas estar entre os indicados por merecimento. Ganhar prêmio ou não é apenas um detalhe, há muitos concorrentes tão bons quanto. Sem dúvida, é uma inclusão das boas pra gente”, comemora Sérgio.

Novo longa

Enquanto isso, o cineasta está em fase de preparação para o início das filmagens de seu segundo longa, intitulado “Antes o Tempo Não Acabava”. Mesmo antes das filmagens, previstas para começar em novembro deste ano, a produção foi agraciada com o Programa Petrobrás Cultural e o edital Ibermídia. O filme contará a história de Anderson, um jovem indígena de 20 anos dividido entre as megalomanias do cenário urbano manauara e as tradições de sua comunidade de origem.

“Por entrar em choque com tradições arcaicas e com os líderes sociais e religiosos de sua comunidade, ele deixa a periferia de Manaus para viver sozinho no Centro da cidade. Afastado das tradições, ele passa a experienciar uma nova vida em meio ao ambiente urbano da metrópole”, diz. A produção será locada em Manaus e seus arredores, e tem previsão de lançamento para 2015 ou 2016.

O cineasta define “Antes o Tempo Não Acabava” como um “projeto mais sério” e com “tintas até de um certo terror”. “Será um filme mais fechado nos personagens e menos evocativo da natureza no sentido mais amplo. A produção será mais urbana também. Vou precisar me concentrar muito, pois o filme lida com questões muito caras à realidade indígena, que é tratada como uma condição existencial, assim como qualquer outra”, encerra ele.