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Cinema Amazonense

Longa-metragem amazonense concorrerá em Festival de Cinema do Rio

Inspirado em histórias de pessoas que somem na floresta, “A Floresta de Jonathas” trata do pertencimento a um local. O filme vai concorrer com mais 11 produções brasileiras, incluindo “O som ao redor”, ganhador de quatro kikitos no Festival de Gramado. 30/08/2012 às 08:12
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O filme discute o ser e o estar do homem amazônico através de uma narrativa não-convencional, com um ritmo envolvente
Rosiel Mendonça Manaus, AM

O cinema amazonense tem tudo para ganhar uma turbinada com a mais nova produção do cineasta Sérgio Andrade, “A Floresta de Jonathas” (Jonathas‘ Forest). O longa-metragem acaba de ser selecionado para a mostra competitiva do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, que acontece entre 27 de setembro e 11 de outubro.

O filme vai concorrer com mais 11 produções brasileiras, incluindo “O som ao redor”, ganhador de quatro kikitos no Festival de Gramado. Sérgio Andrade, que assina o roteiro e a direção do filme ainda inédito, disse que a produção foi 93% local.

“Nas funções em que temos maior deficiência em Manaus eu tive que recorrer a profissionais de fora, como foi o caso da captação de som, da assistência de direção e da preparação do elenco. No mais, toda a equipe manauara fez um excelente trabalho”.

“Eu diria que esse é o primeiro longa amazonense que ganha um edital profissional e representa o estado em sua integridade. Mesmo com um baixo orçamento, provamos que uma produção de cinema articulada e planejada acontece em qualquer lugar”, garantiu o diretor.

HISTÓRIA

Apesar de ser livremente inspirado em histórias de pessoas que somem na floresta, “A Floresta de Jonathas” trata do pertencimento a um local.

“É impossível encontrar o Brasil numa floresta na Amazônia, que neutraliza qualquer noção de nacionalidade”, contou Sérgio. No telão, Jonathas é um jovem que mora na zona rural do Amazonas, onde vende frutas com a família na beira da estrada. Ele e o irmão Juliano acabam conhecendo Milly, uma turista ucraniana, e o índio Kedassere. A turma decide passar o fim de semana em um camping na floresta, momento em que começa a grande jornada da vida de Jonathas.

GÊNERO

Engana-se quem pensa que “A Floresta de Jonathas” se trata de mais uma aventura que tem a Amazônia como pano de fundo.

“Tem gente que vê nele um pouco de filme de gênero, mas concebemos a montagem sem obedecer a nada. Poderia ser uma aventura, mas é contemplativo demais. Um gênero possível é o drama”, explicou o diretor.

Segundo Sérgio Andrade, o filme discute o ser e o estar do homem amazônico através de uma narrativa não-convencional, com um ritmo envolvente. “Apesar de contar uma saga individual, ele é uma metáfora sobre universalidade e regionalidade. Antes de tudo, o drama de Jonathas é existencialista”.