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Luiz Melodia encantou público em show nesse fim de semana

Incentivados pelo coro uníssono dos fãs, que também marcaram presença na apresentação, olhos e ouvidos atentos reconheceram diante de si o que o mundo todo já havia consagrado: a genialidade criativa de um dos maiores compositores da música popular brasileira 03/12/2012 às 09:45
Show 1
O show de Luiz Melodia faz parte do projeto MPB Petrobras
Felipe De Paula Manaus, AM

Quando encarou o público na noite de sábado no palco do Teatro Direcional, Luiz Melodia teve a certeza de que alguns ali nem o conheciam. “Talvez nem de nome”, disse ele mais tarde à reportagem de A CRÍTICA. Mas algumas músicas depois, ele sentiu (“essas coisas a gente sente”, ele disse) que já havia conquistado o tal público leigo.

Incentivados pelo coro uníssono dos fãs, que também marcaram presença na apresentação, olhos e ouvidos atentos reconheceram diante de si o que o mundo todo já havia consagrado: a genialidade criativa de um dos maiores compositores da música popular brasileira.

Dos sucessos “Magrelinha” e “Estácio, holy Estácio” às composições do mais recente álbum,  “Estação melodia”, passando por uma empolgante versão da clássica “Negro Gato”, de Roberto Carlos, o músico foi do samba ao blues sem constrangimentos, numa espontaneidade que caracteriza seu trabalho e personalidade.

Descontraído, o poeta-malandro do Estácio arrancou risos da plateia ao falar sobre o calor de Manaus e ao declarar, para o suspiro das mulheres na plateia, o quanto “a música é sexy!”.

‘Doido’

Mas não foi só público que se divertiu durante o show. Com o auxílio luxuoso do violão do mestre Renato Bial, Melodia dançou, pulou, sambou, se ajoelhou  e até deu uma de “doido” na música “Que loucura”, que fala sobre uma internação manicomial, regravada por João Bosco.

Em entrevista a A CRÍTICA, o artista descreveu o show como “maravilhoso”  e falou sobre seu mais novo disco. “São músicas inéditas, alguma parceirias, como a do meu filho Mahal, que é hip-hop, e da (cantora e compositora) Céu”, adiantou ele, sobre o trabalho que será lançado em 2013, ainda sem título.

Quanto àqueles que desconheciam o inspirado trabalho desse músico brasileiro, cuja elegância na composição melódica também é marca de sua extensa obra, devem ter voltado para casa sabendo porque que o homem negro de olhos grandes e voz marcante e profunda leva a palavra “melodia” no nome.

“Minha outra pele”

Aonde vai, Luiz Melodia leva consigo o bairro do Estácio, onde ele nasceu e foi criado, assim como a memória do pai, de quem herdou o nome e o talento para a música, e a quem acompanhava nas rodas de samba da cidade do Rio de Janeiro. “Ele é responsável por tudo que está acontencendo hoje. Eu o ouvia cantar, ia com ele pras rodas de samba”, lembra ele, saudoso.

Quanto ao Estácio, que ele traduz em belas letras e músicas nas suas canções, ele diz que nunca vai parar de escrever sobre a comunidade de onde veio e que até hoje lhe inspira. “É minha outra pele”, declarou.