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Fotografia

Mães pelo mundo: fotógrafa amazonense registra a maternidade em diversos países

Fotógrafa Daniele Cruz ganhou sua primeira máquina da mãe, aos oito aos, mas nunca se imaginou profissional 07/05/2016 às 22:35 - Atualizado em 08/05/2016 às 17:21
Felipe Wanderley Manaus (AM)

Aos oito anos, Daniele Cruz ganhou uma máquina fotográfica da mãe. Apesar do amor instantâneo pela fotografia, ela nunca imaginou que um dia seria uma profissional desta área. Engenheira por formação, Dani ficou grávida de Isabela, hoje com 12 anos, e quis fazer uma série de retratos temáticos – o famoso book – da sua gravidez. Não achava, porém, especialistas neste tipo de fotografia que entendessem as minúcias – e as exigências – de uma mãe grávida.

“Eu instruí o meu irmão a fazer as fotos, mas não foi nada muito produzido”, diz ela, que depois disso montou uma loja de roupas para grávidas e, para fazer do hobby profissão, destinou os fundos da loja para um estúdio fotográfico. O estúdio logo suprimiu a loja, que teve de fechar diante da demanda de ensaios que ela recebia. “Já devo ter fotografado umas três mil grávidas, só em Manaus”, diz ela, que também é mãe Ana Gabriela, de 9 anos.

Porém, foi apenas há dois anos  que Dani Cruz, já uma referência em retratos fotográficos do universo materno, que a fotógrafa decidiu se aventurar em um desafio quase tão dispendioso quanto a própria maternidade: fotografar mães pelo mundo. O projeto, diz Dani, ainda está em andamento, mas ela já produziu fotos em seispaíses – Peru, Estados Unidos, Suíça, Japão, Turquia e Brasil. A motivação para tamanho esforço? Só quem é mãe pode explicar.

“Gosto de conhecer outras culturas, ver como é a maternidade em outros países, como é o relacionamento mãe e filho, como é uma gravidez, as diferenças”, diz ela, que não pode fotografar em todos os países que passou, mas guarda na cabeça imagens que hoje ela só pode compartilhar através de palavras.

“No Marrocos, uma mulher de burca, que apesar de toda aquela restrição, de não falar com as pessoas, de mostrar só os olhos, brincava com o filho. No maior calor, ela toda coberta, mas brincava com o filho”, diz a fotógrafa, definindo-se uma “caçadora de histórias” e já calculando os próximos passos de seu ambicioso projeto. Agora, ela quer fotografar mães pela América Latina. “O que a gente percebe é que mãe é mãe, não importa cultura, religião, raça... mãe sempre vai botar o filho na frente de tudo”, diz a fotógrafa e, acima de tudo, mãe.

Perfil

Engenheira por formação, Dani Cruz já foi concursada em instituição pública, empresária, professora e há oito anos fotografa profissionalmente. Já fotografou milhares de grávidas, em Manaus, em Brasília, Recife, São Paulo e em seis países do exterior. Seus próximos passos serão pela América Latina, onde, segundo ela, as mães são mais recepctivas à camera do que nos países do Oriente. Atende comercialmente no número 99126-1001.