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CULTURA

Manacapuru abre disputa do 21º Festival das Cirandas nesta sexta-feira (1º)

Até domingo (3), associações Guerreiros Mura, Tradicional e Flor Matizada lutarão em busca do título. Festival será transmitido pela Rede TV, A Crítica Mais (Net) e pelo aplicativo A Crítica Play 30/11/2017 às 21:12 - Atualizado em 01/12/2017 às 09:36
Show manacapuru
Neste ano, o Governo confirmou repasse de R$ 300 mil para cada ciranda (Foto: Jair Araújo)
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A Ciranda Guerreiros Mura abre oficialmente hoje, às 21h, na arena do Parque do Ingá, o 21° Festival de Cirandas de Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus). Cada associação folclórica terá 2h30 para se apresentar ao público e jurados. Amanhã, a Tradicional é  quem  entra em cena, e domingo,  a Flor Matizada.

A agremiação vai trazer como tema "Amazônia, o Amor e a  Bravura de um Guerreiro Cirandeiro", que vai retratar a questão da preservação da Amazônia através dos personagens tradicionais da ciranda:  Seu Manelinho, Constância e Seu Honorato.

A Mura se apresenta com um cordão de entrada com 40 componentes e um de cirandeiros com 46 pares. A concepção do tema é da diretoria de arte formada por Meiriane Vieira e Thiago Cavalcante.

"Por sermos a primeira ciranda estamos correndo. Ninguém gosta, pois temos menos tempo pra trabalhar, mas  a expectativa é a melhor possível e prometemos que a torcida pode esperar várias surpresas apesar do orçamento apertado", disse  a cirandista e diretora de arte da Guerreiros Mura, Meiriane Vieira.

Tradicional

Amanhã, também às 21h, o Parque do Ingá abre os portões para a Ciranda Tradicional desenvolver o tema "Manacapuru, o Início da História foi Assim", sobre os primórdios da "Princesinha do Solimões", como é chamada Manacapuru.

"Essa indefinição de datas para o Festival atrapalhou um pouco. Muitas pessoas saíram, mas vamos mostrar um trabalho com as melhores alegorias e pra ganhar o Festival",  afirma Marcos Lima, diretor de Flor Matizada

Flor Matizada

"Luz" será o tema da Flor Matizada, que encerra, domingo, o Festival de Cirandas. "A Luz que a Flor Matizada vai abordar  é a contemporânea luta do povo indígena pelo conhecimento científico. Temos vários indígenas entrando nas faculdades brasileiras atrás do conhecimento. A luz é como se fosse  a última fronteira, a última oportunidade dos índios de agregar o conhecimento científico ao secular e tradicional deles. E se fortalecendo na busca da preservação. É como se fosse o 'Iluminismo' amazônico", explica Gaspar Fernandes Neto, diretor cultural da Flor Matizada.

Custos

 A tradicional festa dos apaixonados cirandeiros manacapuruenses era realizada sempre no último final de semana de agosto, mas este ano acabou sendo adiada para setembro por conta das eleições suplementares para o Governo do Amazonas,  depois para outubro, novembro e, finalmente, para o início deste mês.

Ano passado não houve festival de cirandas e nem um ganhador único, já que em consenso todas, as três agremiações foram consagradas vencedoras em face das dificuldades financeiras.

Neste ano, a Secretaria de Estado da Cultura (SEC) confirmou um repasse de R$ 300 mil para cada uma das cirandas de Manacapuru, o que serviu pelo menos para atenuar os custos das associações.

Torcedores faltam até o trabalho

A paixão por suas associações folclóricas  é um dos componentes mais interessantes dos torcedores das agremiações de Manacapuru. Às vésperas do festival, é comum os torcedores apaixonados vestirem as camisas das agremiações para andar pelas ruas da cidade. Há também aqueles que fazem “loucuras” para dar apoio às Cirandas.

Um dos grandes exemplos demonstrados no Festival de Cirandas foi registrado ontem, com o auxiliar de engenharia Alexandre Ícaro, que disse ter faltado ao trabalho somente para trabalhar em prol da torcida organizada Família Matizada (Fama), do qual é diretor.

"Tenho amor incondicional pela Flor Matizada. Faltei trabalho para estar aqui. Nossa expectativa maior é, claro, ganhar o título", contou ele, preparando uma das 2 mil bandeirinhas que vão embalar as músicas que serão executadas no Parque do Ingá.

Transmissão

O 21° Festival de Cirandas de Manacapuru também será transmitido pela Rede Calderaro de Comunicação (RCC), este ano. A partir das 21h de hoje, os telespectadores vão poder acompanhar todos os detalhes da festa pela Rede TV,  A Crítica Mais e pelo aplicativo A Crítica Play, nas três  noites de apresentações.

A organização do Festival de Cirandas de Manacapuru organiza a apuração do evento na próxima segunda, no próprio Parque do Ingá, a partir de 16h. Serão momentos de muita emoção.

“Não vemos a hora para que esse espetáculo comece”, comentou o diretor Gaspar Fernandes, um dos maiores entusiastas da ciranda de Manacapuru.

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