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Programa ajuda gestantes brasileiras a terem os seus bebês em Miami, nos EUA

Um programa brasileiro tem dado suporte fundamental no nascimento das crianças brasileiras em solo americano: o 'Ser Mamãe Em Miami' 28/05/2017 às 10:00 - Atualizado em 28/05/2017 às 12:44
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(Foto: Reprodução/Internet)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Ter acesso a um atendimento médico pediátrico e obstétrico que é referência em qualidade no mundo todo, é o que tem motivados muitas gestantes brasileiras a terem os seus bebês em Miami, nos Estados Unidos. Por lá, há baixíssimos índices de parto cesárea, diferente do que ocorre no Brasil – 70% dos partos nos EUA são normais. Um programa brasileiro tem dado suporte fundamental no nascituro das crianças brasileiras em solo americano: o “Ser Mamãe Em Miami”.

No dia 2 de junho, o pediatra e diretor do programa Wladimir Lorentz estará em Manaus para um bate-papo gratuito com mulheres interessadas em conhecer mais sobre os procedimentos do programa, que são personalizados para cada paciente. “Em Miami é feito todo um acompanhamento minucioso no pré-natal, em que já analisamos se aquela mamãe é candidata, ou não, para um parto normal. Mas reforço que toda a decisão é tomada em conjunto com a família”, destaca ele.

A ideia do “Ser Mamãe em Miami” nasceu com Wladimir, quando o médico começou a prestar serviço para a comunidade de turistas internacionais localizada em Miami. “Também notei que os russos estavam vindo para os Estados Unidos para terem seus filhos e logo notei que essa prática também se tornou comum entre os latino-americanos.  Então, para que as famílias de outros países tivessem acesso a informação sobre os médicos e serviços em Miami, decidi lançar o site (www.sermamaeemmiami.com)”, coloca ele.

Pelo site, a gestante pode sanar todas as dúvidas que tiver de antemão sobre o programa, como apresentação dos médicos, dados sobre os hospitais parceiros, dicas do que é preciso saber antes de viajar, calendário de vacinas, locais de hospedagens, listagem de documentação necessárias tanto para passaporte e visto, indicações de profissionais que possam ajudar durante a estadia da família (advogados, profissionais de compras, faxineiros, baba, motorista, salão de beleza e mercados com possuem itens conhecidos da cozinha dos brasileiros), entre outros.

Os serviços da Ser Mamãe em Miami são contratados quando o paciente já está presente em Miami.  “Até então, o paciente ainda fica sob os cuidados de seu/sua obstetra no Brasil. Fazemos uma recomendação geral para que a gestante não viaje de avião após a 32 semanas de gestação. Entretanto, pode haver uma recomendação mais específica do obstetra. Cada caso é analisado particularmente com foco na saúde da mamãe. Os recém-nascidos normalmente não devem viajar de avião até 10 dias depois de sua primeira série de vacina, que é aplicada até as seis semanas de vida”, afirma o pediatra.

Lorentz ressalta que o atendimento é todo feito pela rede privada. “Não recomendamos que os pacientes tentem usar a rede pública, porque além de ser para uso exclusivo de pessoas que já vivem nos Estados Unidos, não apresenta estrutura satisfatória. Os médicos obstetras são americanos com descendência latina.  Todos falam em inglês, espanhol, e português, o que permite uma comunicação eficaz e clara, entre corpo clínico e pacientes”, lembra ele.

É importante frisar que somente a criança ganha a cidadania americana, o que ocorre automaticamente. “Os pais não recebem qualquer licença permanente para continuar em solo americano por conta de o filho nascer nos Estados Unidos. Eles permanecem com o mesmo status do visto que entraram no país antes do nascimento. Assim que os bebes nascem, lá pelo 2 ou 3 mês, os pais voltam para o Brasil porque esse público, em sua maioria, possui empresas ou negócios em seus países de origem”, comenta o médico.

No site do serviço, há o detalhamento de cada plano. Os valores começam a partir de USD 10.920,00. “Entretanto, a saída para alguns casais são os planos de saúde internacionais que cobrem algumas despesas e não pesam tanto assim no orçamento, mas é preciso contratar o serviço antes de ficar grávida, assim como ocorre os que estão disponíveis hoje no Brasil. Os valores variam de acordo com a idade da mãe, mas são excelentes opções para suprirem não somente a necessidade pediátrica ou obstétrica, mas qualquer outra intercorrência médica”, finaliza o médico.

Quem foi

Procurando na Internet, a engenheira química Roberta Alvares, 33, decidiu ter a sua filha, Bella, em Miami, por meio do programa. Ela foi em fevereiro deste ano para os Estados Unidos e voltou agora, em maio. “Estava procurando uma estrutura para me resguardar aqui no Brasil, me dando segurança sobre o que ia acontecer lá. Daqui do Brasil eles já marcam consultas e tiraram dúvidas do meu pré-natal lá”, coloca ela, que viajou com 28 semanas de gestação e teve a bebê com 39 semanas.

Em Miami, Roberta alugou um apartamento e um carro. O parto dela saiu por volta de 15 mil dólares, e a hospedagem saiu por 3 mil dólares mensais. “Escolhi ficar em uma área turística da cidade”, comenta. “O programa já te dá os contatos de tudo o que você vai precisar lá”, diz ela, lembrando que o suporte de informações é dado às gestantes desde o Brasil. “Você entra num grupo de WhatsApp que todo dia é alimentado de informações por médicos e enfermeiras.”, coloca ela.

Chegando lá, a primeira consulta de Roberta foi com o pediatra Wladimir Lorentz. A segunda consulta é com quatro obstetras. “Como eles se revezam em regime de plantão, você já conhece os quatro que podem te atender, se você tiver que fazer um parto de emergência”, declara ela, que fez uma cesárea. “Não tenho como descrever o que senti pela equipe médica. Toda a equipe de médicos, anestesistas e enfermeiros do parto vai se apresentar para você antes, no quarto”, diz ela.

Para as gestantes, o hospital ainda oferece cursos de amamentação, de como cuidar do bebê. “Os cursos são cortesia do hospital”, coloca Alvares. O programa indica dois hospitais de Miami: o Mercy Hospital e o The Miami Medical Center. “Um é bom e o outro é excepcional”, diz ela.

Blog – Quem vai

Raquel Bastos, 36

Empresária

“Entrei em contato com o programa em fevereiro e já me adicionaram ao grupo do WhatsApp. Lá, já me senti acolhida e me passaram confiança sem pedir um dólar pelas informações dadas. Isso só se faz quem realmente confia no trabalho que oferece. Escolhi o programa justamente pela confiança que passaram, pois serei uma brasileira que não sabe falar nada em inglês sendo tratada por uma equipe que entende minha língua. Nos é orientado fazer o pré-natal aqui com nossos médicos até a data de chegada em Miami. Terei que levar todo os exames realizados e a carta do meu médico aqui do Brasil. Mas tenho todo suporte do programa, todas as dúvidas os doutores nos tiram, sem contar que as mamães que já tiveram seus bebês pelo programa nos contam suas experiências”.

Saiba +

Para participar do encontro do “Ser Mamãe em Miami” em Manaus, basta entrar em contato pelo telefone (11) 4680-6832 ou mandar e-mail para: info@sermamaeemmiami.com para saber hora e local exato do encontro. Esses dados não são divulgados pela equipe por questões de segurança.