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Vida

Medicina e bem-estar auxiliam na qualidade de vida das mulheres

Ao se aproximar da menopausa, mulheres podem optar por fazer reposição de hormônios e investir em cuidados próprios que melhorem sua disposição 18/04/2015 às 08:37
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Milcyete aprendeu com a idade a apreciar boas saladas e faz musculação três vezes por semana com personal particular.
Laynna Feitoza Manaus

Na época das nossas avós, uma grande parte das mulheres chegava aos 50 anos e, depois de terem criado os filhos e cuidado dos lares, optavam por descansar. A mulher dos dias de hoje mudou da água pro vinho e quer desbravar cada vez mais e muito além do tempo. Caminhando lado a lado das mulheres está a tecnologia e a medicina, empenhada em descobrir métodos sempre eficazes relacionados à reposição de hormônios para dar suporte às mulheres desta idade. E com o intuito de melhorar a sua qualidade de vida, independente da faixa etária em que se esteja e das mudanças hormonais.

Mas, mesmo com o auxílio da medicina, as mulheres não podem deixar de se cuidar e serem felizes e instigarem em si a alegria. A empresária Moisa Guerreiro, 50, é alguém que não abandonou essa felicidade. Ela, que se declara apaixonada por corrida de rua, diz que o sol a dá energia e que treina seis vezes por semana, além de fazer duas sessões de pilates semanais. 

Quando está correndo, Guerreiro usa protetor solar FPS 15 no corpo e FPS 50 no rosto. Na hora de pensar em reposição hormonal, Moisa optou pelo implante do “chip” da beleza, desenvolvido a partir de amostras orgânicas, o que os tornam bioidênticos. “Ou seja, que são iguais aos hormônios produzidos pelo próprio organismo, assim absorvidos facilmente e sem efeitos colaterais. Estou satisfeita com o resultado”, destaca a empresária, que durante os treinos aproveita para fazer orações. “É uma verdadeira terapia”.

Vivacidade

Há mais de seis anos a advogada Milcyete Assayag, 52, é acompanhada por médicas ortomoleculares e por uma ginecologista, que lhe administram vitaminas e hormônios naturais. “Estes hormônios, que costumo chamar de ‘vitaminas milagrosas’, me ajudam a manter o bom humor, calma e regulam a ansiedade que me acompanha desde nova. As vitaminas que uso não trazem efeitos colaterais para mim, e não trazem o inchaço que os hormônios medicamentosos costumam trazer às mulheres”, conta.

O último exame feito por Assayag (de seis em seis meses) apontou que ela ainda não entrou na menopausa. “Mas já estou bem perto (risos)”. Quanto ao que se aproxima, ela diz que não se pode sentir culpa acerca do ciclo natural da vida. “O mundo moderno e medicina geral disponibilizam informações que facilitam a administração dessa fase difícil na vida das mulheres. Com orientação e disciplina, podemos evitar estes males que afetam os relacionamentos sociais e sexuais das mulheres que atravessam esta fase. Estamos vivendo uma geração onde as mulheres de 50 ainda estão cheias de vitalidade... e porque não dizer ‘em plena juventude’?”.

Reposição segura

Os repositores hormonais orais ou injetáveis muitas vezes podem trazer efeitos colaterais adversos, o que tira o ânimo de qualquer uma. A boa nova é que foi descoberta a forma mais segura de se repor os hormônios, e é por meio da hormonioterapia em gel fracionado. Isto implica na aplicação do hormônio em forma de gel, diretamente na pele. Os hormônios normalmente utilizados no processo são o estrogênio, a progesterona e a testosterona. A partir deles é gerado o gel, obtido por indicação médica, industrializados ou manipulado em farmácia.

Quem anunciou a novidade foi a ginecologista Simone Quadros, que esteve na 9ª Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Segundo ela, estudos apresentados lá comprovam que, além dos riscos serem bem menores do que as outras formas de reposição hormonal, este é o que menos traz efeitos colaterais. “Uma das indicações da hormonioterapia em gel é que ela não tem passagem hepática, minimizando efeitos digestivos e, por ser de fácil aplicação, é de fácil remoção e fácil controle, além de não oferecer ganho de peso”, afirma ela.