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Movimento cultural divulga manifesto

Como fruto desse encontro, o Movimento Mobiliza Cultura Manaus divulgou na tarde desta quarta (09) um manifesto, assinado por 25 realizadores da cidade, com as reivindicações do setor artístico diante das mudanças administrativas promovidas pela nova gestão municipal 10/01/2013 às 09:15
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Artistas locais discutem a estrutura da Agência Municipal de Promoção Cultural e Turismo, criada por Artur Neto
a crítica Manaus, AM

Quando o prefeito eleito Artur Neto anunciou que as pastas de Cultura e Turismo se fundiriam para dar lugar à Agência Municipal de Promoção Cultural e Turismo, comandada por Inês Daou, os questionamentos no meio artístico foram inevitáveis. Dúvidas sobre a autonomia financeira da pasta e a situação dos projetos em trâmite na Manauscult instigaram diversos representantes do setor a se reunirem na sede do Coletivo Difusão, no dia 29 de dezembro de 2012.

Como fruto desse encontro, o Movimento Mobiliza Cultura Manaus divulgou na tarde desta quarta (09) um manifesto, assinado por 25 realizadores da cidade, com as reivindicações do setor artístico diante das mudanças administrativas promovidas pela nova gestão municipal. Dentre outras coisas, o texto pede autonomia ampla da pasta “para que haja um serviço público no município que assegure o direito de todos os cidadãos manauaras ao acesso, à criação e à fruição cultural”.

Segundo a realizadora cultural e membro do Coletivo Difusão, Keila Serruya, a própria secretária Inês Daou, atenta à situação, entrou em contato com o movimento para agendar uma reunião com a classe – o encontro está marcado para o próximo dia 22. “Será uma reunião aberta para que sejam prestados os esclarecimentos que a gente necessita”, complementou Keila.

FUSÃO

Inês Daou ainda não tomou conhecimento do conteúdo do manifesto, mas declarou que já está trabalhando para responder às demandas dos artistas. “Em relação à junção das pastas, já esclarecemos que é por uma questão de economia, mas de modo algum isso vai afetar a autonomia das duas áreas. A ideia é viabilizar as coisas que podem e precisam caminhar juntas”.

Keila Serruya, por outro lado, ressaltou que o tom da conversa será propositivo. “Nosso interesse não é em relação a indicações ou coisas do tipo, e sim em relação à política e administração dessa Agência. Além disso, será que não seria mais viável ter duas secretarias autônomas, mas fortes? O que significa essa ‘promoção’?”, questionou.

Segundo a realizadora, apesar da administração “capenga” da Manauscult nos últimos quatro anos, a classe artística local vem construindo uma estrutura forte com iniciativas como o Plano Municipal de Cultura. “Poderíamos continuar com a Manauscult, pois uma fundação está aberta a receber recursos até do Governo Federal”, finalizou.