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Movimento incentiva jovens a adotar a castidade antes do casamento em Manaus

Grupo realiza encontro neste domingo (01), e deve reunir jovens entre 16 e 30 anos 01/04/2012 às 09:05
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Nelson Junior, idealizador do movimento, diz que se baseou na própria história
Carolina Silva ---

Em apenas um ano de existência, são mais de 100 mil seguidores no microblog Twitter e mais de 370 mil ‘curtições’ na rede social Facebook. A mobilização Eu Escolhi Esperar (EEE), por meio da Internet, tem reunido cada vez mais jovens de todo o Brasil que, de acordo com o idealizador, Nelson Junior, “se cansaram da ‘liberdade’ sexual que a sociedade prega”. Um dos “detalhes” que os organizadores deixam claro no site do movimento é de que se trata de uma mobilização que visa fortalecer, encorajar, apoiar e dar suporte àqueles que resolveram esperar o tempo, a pessoa e a forma certos para os relacionamentos.

Em entrevista por e-mail para o jornal A CRÍTICA, o teólogo Nelson Junior, contou que a campanha foi baseada em sua história de vida. “Me casei virgem, mas fui muito além disso. Eu me casei com a única mulher da minha vida”, disse. Em princípio, pode parecer um “apelo” evangélico, mas jovens católicos também têm participado da mobilização. O universitário amazonense Gabriel Waughan Silva, 20, é um dos milhares de jovens espalhados pelo Brasil que fez a escolha de esperar. “Com base nesse princípio bíblico, de esperar o casamento para ter relações sexuais, podemos preservar a família enquanto instituição. Muitos valores foram perdidos”, disse. “Não trabalhamos com imposição ou ‘com pode ou não pode’. Ensinamos princípios básicos para uma vida emocional e sexual saudável, e dentro dos padrões de Deus. São princípios antigos, mas que nunca serão descontextualizados; valores que a sociedade perdeu e está pagando caro por isso”, reforçou Nelson Junior.

 Para ele, o mercado da prostituição, o alto índice de adolescentes grávidas e o crescente número de doenças sexualmente transmissíveis são consequências graves da ‘liberdade’ sexual. O bispo auxiliar do Amazonas, dom Mário Antônio da Silva, também reconhece que a mobilização está em comum acordo com a responsabilidade humana. “A sexualidade está banalizada. É uma atitude que revela que viver para o sexo não vale a pena. Esse tipo de disciplina contribui também para a pulsação afetiva, isto é, faz com que a pessoa cresça sua capacidade de amar, além do resgate de valores como a família e de contribuir para a redução, por exemplo, da gravidez na adolescência”, avaliou. Uma mobilização semelhante nos Estados Unidos chegou a receber em 2007, do governo de George W. Bush, US$ 191 milhões para 700 programas de educação sexual que defendem o voto de castidade. A Missão Confins da Terra, localizada na rua Santo Antonio, número 88, bairro Santo Antonio, Zona Oeste, está realizando seminário com os organizadores do EEE, neste final de semana em Manaus.