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Mudança de data: quando a celebração fica para o dia 25

Conheça a história de pessoas que não tinha o hábito de comemorar o Natal e agora, o inseriram no cotidiano da família 15/12/2012 às 18:53
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Rita Loureiro passou a celebrar o Natal quando sua irmã mais velha casou
Felipe de Paula Manaus, AM

Todos os anos, a família Deusidere-Santoro realizava seu tradicional almoço de Natal na tarde do dia 25 de dezembro. Celebração que até o arcebispo de Manaus naqueles tempos, Dom João de Souza Lima, fazia questão de participar. Foi inspirada nessa festa que Rita Santoro Loureiro passou a reunir toda a família, exatamente na tarde do dia 25, para celebrar o nascimento de Jesus. Afinal, “a festa não é da árvore nem do Papai Noel”, diz ela, com bom humor.

Ela conta que passou anos sem realizar a festa, depois que seus pais faleceram. “Passei muito tempo sem achar graça”, afirma ela, que depois do nascimento dos netos, recuperou a tradição da família. “É uma extensão da felicidade que eu sentia quando era criança”, diz ela, que agregou elementos novos à celebração, como a brincadeira do amigo-oculto, mas não deixou de lado tradições como o bolo preto e o plum pudding (ou plan pudim, na versão brasileira), que foi aprendido com a mãe.

A festa dos outros

Quem também realiza a festa no dia 25 é a empresária Sídia Góes, mas por outro motivo. Como ela é dona de um buffet de festas, costuma dedicar a noite do dia 24 ao Natal de seus clientes. Porém, seus filhos, que como todas as crianças adoram  festas de Natal, passaram a pedir por uma em casa, fugindo à “peregrinação natalina” que já caracteriza a noite do dia 24 para eles.

“Eu sempre ia para a casa de algum parente, ou de vários, ficava um pouco em cada lugar. Meus filhos começaram a cobrar por uma festa em casa. Nos últimos anos começamos a fazer e deu super certo”, diz ela, acrescentando que os filhos hoje, “não querem saber de outra coisa”, no dia de Natal.

Curioso é que, trabalhando justamente com festas, Sídia não tinha, porém, tempo para fazer a própria celebração em família, e por isso passou a realizá-la no dia 25 à tarde. “Eu já via como um paradoxo, porque você se dedica muito para fazer a festa dos outros ficar bem bonita, e acaba renunciando à própria festa. Mas era uma opção profissional”, justifica.