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Mudas cultivadas em assentamento de Manaus podem ser usadas em paisagismo urbano

Proposta de pesquisadora do Inpa e do Musa é escolher espécies com potencial arbóreo nativo para reflorestamento 18/01/2012 às 16:12
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Área onde o Musa cultiva mudas para arborização urbana e reflorestamento
acritica.com Manaus

Projeto desenvolvido em uma área de assentamento no Puraquequara, Zona Leste de Manaus, pretende avaliar o potencial de espécies arbóreas nativas da região amazônica para o paisagismo em áreas urbanas, recuperação de áreas degradadas e como fonte de renda para produtores rurais.

As primeiras mudas de andiroba, louro-pirarucu, acariquara e de diversas outras espécies de interesse comercial começam a brotar no lote no Puraquequara cedido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ao Museu da Amazônia (Musa).

“Estamos tentando escolher espécies com características que atendam às exigências para conviver com o meio urbano, levando em consideração o porte, o tamanho dos frutos e a forma das raízes, a perda de folhas, e a produção de floradas bonitas, que possam embelezar a cidade”, explica a bióloga Rita Mesquita, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e diretora adjunta do museu.

Para que ganhem as ruas das cidades, essas espécies precisam sair dos viveiros já crescidas e não como mudas,  uma vez que o tamanho influencia diretamente a sobrevivência no meio urbano. É este processo de crescimento mais prolongado em viveiro que está em estudo no lote do Musa.

Viveiro

As primeiras plantas chegaram ao Puraquequara em abril de 2011, provenientes de pequenos brotos e sementes coletados no chão da floresta do Jardim Botânico de Manaus ou no próprio terreno do Musa. Hoje já são três mil mudas crescendo no viveiro.

"Algumas espécies, como o cedrinho, se adaptaram bem e já contam com indivíduos com 70 cm de altura. Outras não vingaram e morreram", diz Tiago Caja, técnico agrícola do museu e atual responsável pelo cuidado das mudas.

O projeto pretende também realizar cursos sobre técnicas de manejo, de modo que comunitários e outros interessados possam cultivar as espécies estudadas, e o registro do viveiro para possibilitar a comercialização das mudas.

Assentamento

O projeto de cultivo e pesquisa das espécies tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Musa. As espécies são cultivadas em um lote no Assentamento Água Branca.

Um acordo  firmado em setembro de 2011 dá ao Musa o direito de utilizar a área durante 15 anos. Com a extensão do prazo, o Musa garante o repasse de R$ 755 mil do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Os recursos serão usados para manter um Centro de Treinamento em agricultura sustentável voltado para pequenos agricultores, como os integrantes do projeto Saberes e Sabores, estudantes e pesquisadores.

As informações são da assessoria de comunicação do Musa.