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Música e realidade virtual são desenvolvidas por pesquisadores do AM para inclusão de autistas

Pesquisadores da Ufam desenvolveram software que simula o som e o uso de instrumentos musicais e também situações reais, como barulhos externos, para ajudar na adaptação e socialização de crianças portadoras da síndrome 18/01/2013 às 11:03
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A inclusão de crianças autistas é uma das barreiras enfrentadas pelos pais delas, até mesmo dentro das salas de aula
acritica.com ---

Na tentativa de driblar as dificuldades de crianças autistas em se relacionar com outras pessoas, professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão desenvolvendo um projeto de pesquisa utilizando música e ambiente de realidade virtual para auxiliar as crianças a realizar atividades colaborativas. O objetivo é fazer com que as crianças desenvolvam habilidades e comecem a interagir umas com as outras.

A ideia de trabalhar com música foi do mestre de Informática da Ufam, David Lima, que desenvolveu um software para iPads  que simula um violino no qual a criança autista pode tocar músicas e aprender sobre o instrumento.

“Fiz uma pesquisa e descobri que o interesse das crianças pelo violino era maior, então desenvolvi o software no qual elas podem brincar de fazer música e se concentrarem em algo que não seja nelas mesmas”, explicou.

O projeto intitulado ‘Investigação em Tecnologia Assistiva voltada à socialização de crianças com necessidades educacionais especiais através da musicalização em ambientes virtuais imersivos’ foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Primeiros Projetos (PPP).

O estudo foi coordenado pela doutora em Ciências da Computação com ênfase em Inteligência Artificial, professora Thaís Castro. “A música é um importante canal de aprendizagem. Para a criança com autismo, não basta apenas colocá-la em uma escola de música porque ela não vai se adaptar. Então, por meio do projeto, ela começa treinando em algum instrumento por meio do software e já fazemos uma simulação de situações antes que elas aconteçam na vida real, como, por exemplo, gritos de outras crianças e barulhos externos”, esclareceu.

OpenSim

Visando expandir os estudos sobre tecnologias assistivas para crianças autistas, Thais Castro iniciou um segundo projeto intitulado ‘Interfaces Adaptativas em Software Imersivo para Crianças com Dificuldades Típicas aos Transtornos do Espectro Autist’' com objetivo de simular, em um ambiente de realidade virtual denominado OpenSim, situações cotidianas para que as crianças com necessidades especiais passem a interagir com outras pessoas.

A pesquisadora explicou que no software OpenSim serão simuladas duas situações cotidianas: um ida ao supermercado e uma tarde no parque de diversões. “Percebemos que com a música as crianças não tinham a possibilidade de interagir umas com as outras, isso já é possível no ambiente de realidade virtual do OpenSim”, esclareceu.