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Musical com artistas amazonenses faz homenagem a Chico Buarque

Encabeçado pelos cantores Zezinho Corrêa, Márcia Siqueira, Lucilene Castro, Cinara Nery e Marcos Paulo, o musical “...Mas podem me chamar de Chico” também terá temporada gratuita durante todos os sábados de agosto, no Teatro da Instalação 10/07/2012 às 07:57
Show 1
Chico Buarque
ROSIEL MENDONÇA ---

O significado do nome Francisco é aquele que nasceu na França, mas existem pelo menos três Chicos que marcaram a história da Música Popular Brasileira: o carioca Chico Buarque, o paraibano Chico César e o amazonense Chico da Silva. É o repertório desses três compositores que será apresentado gratuitamente no palco do Teatro Amazonas, nos dias 1º e 2 de agosto, em forma de musical. Encabeçado pelos cantores Zezinho Corrêa, Márcia Siqueira, Lucilene Castro, Cinara Nery e Marcos Paulo, o musical “...Mas podem me chamar de Chico” também terá temporada gratuita durante todos os sábados de agosto, no Teatro da Instalação.

Dentre as composições de Chico Buarque que serão incluídas no repertório estão “Apesar de você”, uma das canções de protesto que mais marcaram a resistência cultural à ditadura militar, e trechos dos musicais “Ópera do Malandro” e “Calabar”. Do repertório de Chico da Silva, os cantores vão incluir sambas que ganharam projeção nacional, como “Diário de um boêmio”, “Sufoco” (gravada por Alcione), e toadas inesquecíveis do Garantido como “Boi do Carmo” e “Vermelho”. “Mama África” e “Tempos” são algumas das músicas de Chico César que vão garantir a linha mais moderna e universal do espetáculo, com um pé nas influências nordestinas do paraibano.

O musical tem apoio da Secretaria de Cultura. Segundo Lucilene Castro, que vem flertando com o repertório do amazonense Chico da Silva há algum tempo, o grupo de cantores e amigos já se reuniu para apresentações em vários momentos e sempre alimentou a ideia de produzir um trabalho desse porte em Manaus. “Vai ser uma soma de esforços e dos nossos talentos individuais. Pretendemos entrelaçar as influências e aproximar o público de várias gerações musicais do Amazonas e do Brasil”, afirmou. Além das apresentações individuais, os cantores ensaiam para fazer duetos e números em grupo.

ELEMENTOS CÊNICOS
Lucilene comenta que os musicais, naturalmente, envolvem mais elementos do que os shows. Com experiência consolidada em produções como o Concerto de Natal e o Festival Amazonas de Ópera, o diretor artístico William Pereira vai comandar a preparação cênica do espetáculo com a co-direção de Márcio Braz. “Não somos atores, e sim cantores com uma proposta de interpretação. A parte cênica vai ser mais como um apoio à nossa apresentação”, afirmou Lucilene. Em produção há um mês, o espetáculo já está com os arranjos das 45 músicas definidos. O responsável por essa área é o diretor musical Hudson Alves, integrante da orquestra Amazonas Band com passagens pelo Festival de Música do Amazonas. A banda de quatro músicos que vai acompanhar os cantores dá o tom acústico ao espetáculo. Além dos elementos cênicos, a parte coreográfica deve entrar em fase de produção nos próximos dias.

EXPERIÊNCIA
O jovem cantor Marcos Paulo será uma das novidades de “...Mas podem me chamar de Chico”. Ele foi convidado para substituir Nícolas Junior, que ficou impossibilitado de participar da produção por conta de compromissos da agenda. “Fiquei feliz com o convite porque vou dividir o palco com as melhores vozes de Manaus. Apesar de pertencer mais ao estilo pop, sou muito aberto à MPB, que tem composições bem trabalhadas. Pretendo também levar para a apresentação um pouco da minha identidade”, declarou Paulo, que vai fazer dueto com Zezinho Corrêa na música “O amor está no ar”, de Chico da Silva.

Serviço
O que é: Musical “...Mas podem me chamar de Chico”
Onde: Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião, Centro
Quando Dias 1º e 2 de agosto
Quanto gratuito