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Vida

Na véspera do Dia Internacional do Idoso, conheça pessoas que sabem ‘curtir a vida na boa’

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025, pela primeira vez na história, o número de idosos será superior ao de crianças. Para a OMS, a população no mundo está ficando cada vez mais velha 29/09/2012 às 19:20
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Aos 86 anos, Iracema esbanja energia e boa forma
Carolina Silva Manaus (AM)

O dia 1º de outubro foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional do Idoso. E às vésperas da data comemorativa para lembrar os avanços em relação à qualidade de vida dessas pessoas e das condições que elas precisam para viver bem, muitas delas dão exemplo de que envelhecer é uma virtude da vida e comprovam que a estimativa da OMS pode se concretizar num futuro muito mais próximo.

Existem ainda aqueles que pensam na velhice como uma fase de recolhimento e privações. Um tempo para sossegar. Mas, em tempos modernos, para muitos idosos, o aumento da qualidade e expectativa de vida e das mudanças de comportamento a velhice passou a ser sinônimo de vida ativa.

Aos 86 anos, Iracema Gonçalves é exemplo de que a terceira pode ser uma fase saudável e feliz em toda a sua plenitude. E é evidente que esses benefícios são conquistados diariamente com as atividades que ela pratica. Caminhadas, dança e música fazem parte da rotina ativa da aposentada.

“Não dá para ficar parada. Temos que aceitar cada momento da nossa vida. Eu continuo com meu alto astral e agradeço todos os dias por isso. E estou muito bem comigo”, conta.  Iracema faz questão de acordar cedo para se exercitar todos os dias no Parque Municipal do Idoso.

Qualidade de vida

Antes da caminhada, é no alongamento que ela mostra  vitalidade. Para ela, o exercício físico é essencial para manter a jovialidade da alma. “Venho todos os dias de manhã e caminho durante uma hora. Adoro dançar também. Isso me torna mais saudável. Não é porque estou nessa idade que tenho que parar no tempo e ver o resto da vida passar”, completou  Iracema. Ela ainda faz parte de um de idosos denominado ‘Seresta, Prosa e Poesia’, no qual participa tocando maracas.

“Enquanto estiver viva, sinta-se viva. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo”. Assim Madre Tereza de Calcutá defendia a terceira idade como uma fase que deve ser plenamente ativa. Adrosilda Teixeira, 67, não viu na terceira idade motivos para deixar de dançar jazz. “Sempre gostei disso. Não tinha porque não continuar dançando. Gosto de ocupar minha mente com a dança e com o artesanato também”, contou a aposentada.

Ao lado dela, Maria do Perpétuo Socorro Marques, 76, também defende um envelhecimento ativo. Longe daquela resignação de que na terceira idade deve-se se aposentar da vida social.

 Para ela, romper a barreira dos 60 anos ativa é promessa de longevidade. “O envelhecimento é um sinal de que amadurecemos o suficiente para continuar vivendo do jeito que somos”, disse.

Bem longe do comodismo

Eles também não abrem mão de manter uma interação social fora de casa. Os “vovôs” optam cada vez mais por uma feliz idade. Afastam deles todos os mitos da velhice. É o caso do aposentado Nelson Antônio da Costa, 68.


Dominó é a preferencia da “macharada” que frequenta o Parque do Idoso (Foto: Odair Leal)

“É uma alegria imensa poder chegar nessa idade e continuar independente. Pra isso, deve haver um esforço de quem envelhece para não se deixar levar pelo comodismo. É preciso manter o amor pela vida e vivê-la, aceitando nossa idade. Pra mim não importa, daqui a dez anos, se Deus quiser, vou estar aqui jogando dominó ou praticando outro passatempo”.

Idosos

Na década de 1980, a população mundial de idosos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), era representada por 378 milhões de pessoas acima de 60 anos. Em 2011, essa população subiu para 759 milhões. A ONU estima que em 2050 serão 2 bilhões de idosos em todo o mundo.

Expectativa

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no País, atualmente, ultrapassa os 73 anos. Atualmente, 64% dos idosos vivem em regiões menos desenvolvidas.