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Namoro santo: pureza ao escolher o verdadeiro amor

Casais e jovens  optam por princípios que  evitam gravidez indesejada, DSTs  e casamentos frágeis 14/11/2012 às 10:23
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Clodson e Eliana Assunção: diálogos e a presença constante de amigos e familiares até o casamento
Israel Conte Manaus, AM

Munique Almeida tem 18 anos.  Ela nunca beijou na boca ou mesmo namorou. E não é por  orgulho ou falta de rapazes interessados. Munique ouve desde criança   e segue   os princípios da corte, estilo de relacionamento que muitos jovens  - e adultos - evangélicos têm adotado em Manaus para ter uma vida emocionalmente saudável e conhecer o verdadeiro amor.

Entre as diferenças em relação  aos namoros, digamos, convencionais  da sociedade, estão a ausência de sexo e de intimidade como beijo na boca, privilégios que segundo a corte, devem ser desfrutados somente  depois do casamento.

“Os princípios bíblicos (nos quais a corte é baseada) mostram que há tempo para namorar e tempo para casar. Os solteiros podem viver de uma forma dinâmica, santa, pura e  feliz sem necessariamente  ficar com alguém  ou se envolver com paixão. É preciso dizer que nós não somos contra o namoro. O objetivo é orientar as pessoas para que só entrem num processo de aproximação com alguém do sexo oposto   quando estiverem em comunhão com Deus e  preparados para o casamento”, comenta o pastor Claudney Julião, líder de corte na Igreja de Deus Pentecostal do Brasil, bairro  Redenção.

O pastor afirma ainda que hoje em dia as   pessoas encaram o relacionamento com o sexo oposto como uma oportunidade de  autosatisfação  e entretenimento  e, isso, mesmo dentro da igreja. “Foca-se mais no físico do que no caráter e na beleza espiritual. Os resultados são casamentos fracos, gravidez indesejada, divórcios, depressão  e violência”, afirma o pastor baseado em pesquisas de institutos cristãos.  “Mas não foi isso que Deus planejou para o ser humano”, completa.

Fases

Clodson  e Eliana Assunção se conheceram em 2007. O seu relacionamento até o casamento  foi todo baseado nos princípios da corte. “Antes a gente foi amigo mesmo, de brincar junto”, lembra o comprador de suprimentos.

De acordo com o pastor, na corte a relação entre homem e mulher passa por fases crescentes de amizade. Começa na chamada amizade casual quando  os  solteiros se relacionam sem foco nenhum em romance.

Com o tempo e mais madura, inclusive na comunhão com Deus, a pessoa é orientada a observar  no seu círculo de amizade quem lhe sobressai aos olhos.  Ao encontrar essa pessoa, inicia-se a segunda  fase:  amizade  profunda.

“Nesta etapa, os diálogos se intensificam, junto com os amigos e a igreja”, diz o pastor. Depois vem a terceira  fase, quando eles verificam se estão preparados para  se tornaram cônjuge um do outro.  Por fim vem  o noivado e o casamento com o consentimento da família. Em todas as fases, o casal  sempre tem por perto  a companhia dos pais, amigos e conselheiros espirituais, além de orarem muito  .

“A corte cria um ambiente para evitar a tentação sexual, mesmo existindo atração natural. Estamos sempre cercado por nossos amigos. Para gente não há imposições,  mas há convicção  de que este é o plano de Deus para a vida”, diz Vinícius Cavalcante, servidor público,  que se casou com a bancária Elissandra, após um ano dentro dos princípios da corte. 

Quanto a jovem Munique, ela diz que suas  colegas querem arrumar alguém pra ela ficar. “Mas decidi esperar, pois sei que Deus tem o melhor para mim”, encerra convicta.