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‘Não tenho temperamento para ser loira’, diz Paloma Duarte sobre seu visual em novela

A atriz também comentou que não aprecia a quantidade de cremes e tratamentos que é obrigada a fazer quando está loira 19/04/2012 às 10:53
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Paloma Duarte em cena da novela "Máscaras" (abril/2012)
uol/celebridades ---

No ar como a atraente Nameless, de “Máscaras”, da Record, a atriz Paloma Duarte – que tem os cabelos castanhos – afirma não ter temperamento para ser loira. Para ela, a “loirice” requer características que ela, definitivamente, não tem. “O cabelo loiro exige um temperamento. Você tem que estar sempre maquiada. E odeio maquiagem. Se não estiver trabalhando, não uso de jeito nenhum”, justifica.

Paloma acrescenta que o cabelo loiro também exige um figurino à altura. “Você não pode sair com qualquer roupa, tem que ser uma roupa que combine com o cabelo. Imagina sair de casa com um verde limão misturado com rosa choque? E também tenho preguiça de ter que me arrumar. Gosto de abrir o armário e pegar a primeira roupa que está na frente e ir gravar”, conta a atriz, revelando que normalmente vai trabalhar de “short, havaiana e blusinha básica”.

A atriz também não aprecia a quantidade de cremes e tratamentos que é obrigada a fazer quando está loira. “Ser loira dá um trabalho! Tem que retocar a raiz de 15 em 15 dias. Sem falar na quantidade de produtos para tratar. Porque se não cuidar vira uma palha que vai abrindo e fica medonho. Assim que acabar a novela vou deixar tirar a tintura. Nesse sentido, sou anti-atriz, não tenho glamour nenhum”, declara, aos risos.

O pedido para Paloma aderir às madeixas loiras, contudo, foi de Lauro César Muniz, autor da novela por quem a atriz é declaradamente apaixonada. “O Lauro adora me ver loira”, revela a atriz, que já atuou em outras duas produções do dramaturgo: “Cidadão Brasileiro” (2006) e “Poder Paralelo” (2009). “É minha terceira novela com ele e temos um casamento muito feliz, apaixonado e de muito alegria. Ele até hoje me dá frio na barriga!”, brinca.

Para a atriz, Lauro César Muniz é um tipo de autor que não existe mais. “Ele é um um lutador. É bonito ver como ele não cede à massificação que a dramaturgia brasileira vem sofrendo de uns anos para cá. O Lauro é disparado, de toda a minha carreira, o autor com quem tenho mais afinidade e o que me dá mais sabor de entrar em cena”, diz ela, revelando qual é, para ela, a maior qualidade do autor: “As heroínas do Lauro são sempre complexas. Todas têm defeito e qualidade. E os vilões também. São personagens que poderíamos encontrar facilmente nas nossas vidas”.

Paloma declara que Nameless é a personagem mais difícil que já fez na TV. “É a primeira vez que estudo uma personagem e realmente entro em pânico. Porque a Nameless pode ser qualquer coisa: heroína, vilã, boa pessoa, mau-caráter, rica, pobre, trambiqueira, incrível, mafiosa, prisioneira... Ela pode ser tudo. Eu simplesmente não sei. Nem nome ela tem (risos)”, diverte-se. Em inglês, "Nameless" quer dizer "sem nome".

A atriz conta que a personagem é tão misteriosa que toda vez que vai gravar sente um frio na barriga. “Quando entro para gravar a novela, a sensação que tenho é de uma úlcera estourada. Dá um nervoso porque o Lauro escreve as cenas divinamente e, quando chego no set, penso: ‘para que lado vou? Para que lado levo esse papel? O que será que ele quer?’. Ele não me conta. Então estou tateando, brincando. A verdade é que ela é uma tela em branco”, define.

Paloma afirma que por Nameless não ter identidade, nome e muitas identidades, inspiração é o que não falta. “Entro para gravar com muita informação, porque minha personagem pode ser tudo. Os outros atores vão arriscando comigo, mas, na verdade, ninguém sabe nada. Acho que nem o Lauro definiu ainda o que quer fazer com a Nameless. Ela não tem parente, não tem amigo, não tem nada. É o trabalho mais solitário que já fiz na minha vida. Gente, venho gravar todo dia sozinha”, conta.