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Nathalia Dill fala sobre cenas de sexo em "Paraísos Artificiais"

No longa, Nathalia vive Érika, uma jovem DJ em ascensão. Ela encontra o sucesso tocando em raves, viajando (em todos os sentidos) com a amiga (e aparentemente namorada) Lara, interpretada por Lívia de Bueno. Ao mesmo tempo, Érika vive altos e baixos na vida pessoal, em meio às idas e vindas de Nando (Luca Bianchi) 02/05/2012 às 15:41
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Érika (Nathália Dill) em cena de "Paraísos Artificiais"
UOL/CINEMA ---

Interpretando sua primeira protagonista no cinema em "Paraísos Artificiais", filme de Marcos Prado que estreia nesta sexta-feira (4), Nathalia Dill diz que fazer cenas de sexo e nudez é menos difícil do que vê-las na telona. "Fazer é muito diferente de ver. A gente, quando está fazendo, está pensando em outras questões. É tão mais forte, tem tanta coisa em que você pensa, como as sensações que você tem que passar para a cena ficar boa... Quando você vê, é muito mais impactante. Ver é mais difícil", diz.

No longa, Nathalia vive Érika, uma jovem DJ em ascensão. Ela encontra o sucesso tocando em raves, viajando (em todos os sentidos) com a amiga (e aparentemente namorada) Lara, interpretada por Lívia de Bueno. Ao mesmo tempo, Érika vive altos e baixos na vida pessoal, em meio às idas e vindas de Nando (Luca Bianchi). Apesar do estranhamento inicial, a atriz gostou do resultado: "Achei o filme lindo, está todo mundo muito bem. Fica tudo muito pequeno perto disso".

As cenas ousadas de "Paraísos Artificiais", para Nathalia, estão no "lugar certo": "Na TV é um tabu [nudez e sexo], mas o cinema tinha esse estigma, era até um clichê... Acho que cada coisa tem seu lugar. Sabia que teria repercussão, mas se tivesse a ver com a história, se tem um significado e se for em prol da arte, é mais do que normal. Para a arte, é lindo, não tem questão."

Aulas de DJ
Para viver Érika, a atriz --que não gostava de música eletrônica-- fez aulas de DJ e diz que "aprendeu" a gostar do gênero. "Antes não conhecia [música eletrônica], não entendia muito, achava sem graça e estranho. Pensava 'Por que fazem uma música sem letra?', mas aí fui descobrindo o que era... Aprendi a gostar de música eletrônica, que é muito mais sensorial." Mesmo com as aulas, no entanto, Nathalia diz que não aprendeu a tocar pois é "quase impossível".

Habituada a fazer "mocinhas" em novelas, Nathália diz que sua personagem não está muito distante delas, apesar de estar inserida num outro "universo". "Tem cenas que são diferentes [das cenas de novelas], mas a personagem é uma menina, tem minha idade. Algumas pessoas falam que eu nem pareço com ela, mas não acho tão diferente", explica.

O filme, explica Nathalia, foi feito com a mesma equipe que fez "Tropa de Elite" --que foi produzido por Marcos Prado. Para a atriz, que havia sido figurante no longa, voltar a trabalhar com os mesmos profissionais foi "a realização de um sonho". "Senti um misto de desejo realizado e emoção à flor da pele. Foi quase a realização de um sonho. Na época, fazer essa figuração foi muito importante para mim, que estava começando. Agora dá um sentimento de missão cumprida."