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No ar em 'Gabriela', Ivete Sangalo diz que segue a carreira de atriz e já pensa em fazer cinema

Na trama ela interpreta a forte Maria Machadão, que comanda o Bataclã, o bordel mais frequentado da Ilhéus dos anos 1920 01/07/2012 às 18:42
Show 1
Ivete Sangalo
uol/televisão ---

Com fama internacional, a cantora Ivete Sangalo abriu espaço em sua agenda e estreou como atriz em "Gabriela", "remake" das onze da Globo escrita por Walcyr Carrasco. "O convite veio do Walcyr e eu me senti lisonjeada. Hoje quero tentar essa carreira. Já penso em fazer cinema", deseja. Na trama ela interpreta a forte Maria Machadão, que comanda o Bataclã, o bordel mais frequentado da Ilhéus dos anos 1920. "Não cheguei a procurar nenhuma prostituta ou cafetina. Não senti necessidade porque hoje elas se expressam constantemente e eu já li entrevistas, vi matérias. E eu absorvo as coisas rápido", garante ela, que teve a oportunidade de conhecer Jorge Amado, autor do livro "Gabriela Cravo e Canela", que inspirou o folhetim. Na época, Ivete tinha 13 anos e foi até a casa do escritor. "Eu era amiga de uma sobrinha, neta, não sei bem o que ela era dele. Me lembro que ele me chamou de coqueiro, por causa das pernas longas", recorda, às gargalhadas.   

Pop Tevê – Você já havia pensado em ser atriz?

Ivete Sangalo – Não pensava muito em seguir isso profissionalmente, mas sempre gostei de atuar. Quando era criança, em brincadeiras, no colégio também. Mas não imaginava com essa responsabilidade, na Globo, sabendo da visibilidade dos programas da emissora, sendo uma obra de Jorge Amado e que fala sobre o meu povo. Reunindo tudo isso, ainda tem a questão de nunca ter participado de uma novela. Mas, mesmo assim, fui recebida como atriz.

Pop Tevê – Muito se especulou sobre algum mal estar pela sua escalação, já que você não é atriz e está em um papel de destaque. Sentiu isso de alguma maneira durante o trabalho?

Ivete Sangalo – De maneira nenhuma. Nem senti em momento algum que estava sendo tratada como alguém que está começando. O primeiro dia de gravações foi justamente para perder isso, esse sentimento de 'como vai ser?'. Mas tudo foi tratado de uma forma tão fluida, que no segundo dia eu já estava mesmo focada na personagem. Eu não fiquei sabendo de muitas pessoas que falaram, mas o Aguinaldo Silva, que chegou a comentar sim, voltou atrás no que disse. Também soube algo da Laura Cardoso ter falado, mas eu não acredito. Ela  foi uma das que melhor me recebeu. Não sofri nenhum tipo de rejeição por parte da produção.

Pop Tevê – A sua figura é muito conhecida e, consequentemente, a sua "baianidade". Existiu algum trabalho de composição para diferenciar a Maria Machadão da Ivete?

Ivete Sangalo – Nos preocupamos com a prosódia. Tentamos encontrar uma nova forma de falar, para não ficar muito Ivete. Eu tenho uma presença na tevê muito intensa, seja com propagandas, participações em programas, shows. As pessoas me conhecem muito, há muita transparência. Com uma personagem baiana, é perigoso que pensem que sou eu ali. Mas é óbvio que sou eu que estou fazendo e vai ter um pouco da minha personalidade. Mas tentei fugir ao máximo disso. Comecei a falar muito como a minha "mainha" falava. Tem uma coisa do interior da Bahia e daquela época também, que não tinha tanta influência da globalização e o sotaque era mais puro.

Pop Tevê – Como está sendo conciliar a agenda de cantora com as gravações da novela?

Ivete Sangalo – Eu pude aceitar esse trabalho por ser uma obra fechada e ter um tempo certo para terminar. Além disso, os meninos da produção fizeram a gentileza, diante de loucas logísticas, para concentrar as cenas da Machadão. Então, normalmente eu gravo três, quatro dias seguidos. Depois, no resto da semana vou fazer os shows e dar atenção ao meu filho. Mas o que ajuda é que é tão bem escrito, que quando leio já está tudo ali. Não preciso ficar muito preocupada.