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Investigações Maués

Novas prisões devem ser realizadas em Maués (AM) no desdobramento da operação "Cartel do Pó"

Polícia diz que novas notificações de prisão poderão acontecer; parlamentares são suspeitos de envolvimento com tráfico 06/02/2012 às 09:21
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O comerciante Johny de Oliveira Matos pode ter prisão preventiva pedida
Jonas Santos Maués

Novas notificações deverão ser expedidas pela Justiça da comarca de Maués (a 276 quilômetros de Manaus), ainda esta semana. A CRÍTICA apurou que a polícia agora investiga o possível envolvimento de vereadores da Câmara Municipal com o tráfico de drogas. No sábado, 4, nove pessoas foram presas por ordem do juiz da comarca, Wilton Pio Almeida.

Entre os presos estão o comerciante Johny de Oliveira Matos e o irmão do vice-prefeito da cidade, Dohnny Dorsane. O subsecretário Municipal de Produção Rural, Luiz Carlos Dinelly, 29, também foi preso, mas teve a prisão relaxada ontem pela Justiça. O advogado alegou que não há provas que comprovem o envolvimento dele com “o cartel”.

Os mandados judiciais foram cumpridos após a prisão do casal Turíbio Caetano da Silva Junior, 24, e Pollyana Tavares Leite, 25. No total, 11 pessoas foram presas e estão recolhidas no 44º Distrito de Polícia de Maués. A operação foi comandada pelo delegado do município, Mário Melo, e pelo delegado da Força Especial de Resgate e Assalto (Fera), de Manaus, Fábio Martins.

Turíbio já recebeu duas condenações por tráfico. De acordo com o delegado Mário Melo, ele chefiava a organização criminosa e é conhecido como o “químico do pó”. “O casal possuía uma caderneta com as anotações de contabilidade do fornecimento da droga na cidade, das dívidas e dos soldados que faziam parte do cartel”, afirmou o delegado.

 Turíbio foi preso com a esposa por volta das 2h do dia 29, em uma abordagem policial. Foi encontrado com o casal dois revólveres calibre 38, dinheiro e 100 gramas de cocaína. A polícia chegou a Turíbio depois de receber telefonemas anônimos.

Mário Melo disse ainda que as investigações foram mantidas em sigilo por um período de dez meses. Após a prisão, o casal delatou os acusados, o que resultou nos mandados judiciais. No meio da semana passada, antes das novas prisões, o titular do 44º. Distrito de Maués viajou a Manaus e pediu o apoio do grupo Fera para realizar a operação no município. “As pessoas denunciadas foram presas para investigação”, afirmou o delegado.

Todos cumprem prisão temporária na delegacia. Quatro deles foram ouvidos em depoimento, ontem, e negaram envolvimento com a organização. Melo informou que se ficar confirmada a participação dos implicados, ele poderá pedir a prisão preventiva. O juiz da Comarca expediu nove mandados e oito foram cumpridos. Os acusados foram presos ainda nas residências deles. Mário Melo informou que a boca de fumo funcionava dentro de uma boate de fachada. Os acusados serão processados por tráfico de drogas e associação ao tráfico.

Ainda foi preso em flagrante, no sábado, 4, portando maconha, Renato Silva. A operação mexeu com a cidade.