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Novo programa de Rodrigo Faro na Record será ao vivo e com "pitada" de jornalismo

O carisma é a principal arma Faro para conquistar a fidelidade do público. Por tratar as pessoas de uma forma simples e sempre divertida, ganhou, principalmente, a simpatia das camadas populares. 21/07/2012 às 14:12
Show 1
Rodrigo Faro
UOL São Paulo

Em apenas quatro anos, Rodrigo Faro se tornou um dos principais nomes da Record. Desde que entrou na emissora para comandar o “O Melhor do Brasil”, em 2008, o apresentador tem conseguido manter uma boa audiência do programa – atualmente com média de 10 pontos e picos de 14. Ele também esteve à frente do “Ídolos” por quatro edições, com resultados quase sempre positivos. As duas experiências deram credibilidade para que renovasse seu contrato até 2017 e ganhasse cada vez mais respeito dentro da emissora. “Tenho boas oportunidades na emissora, mas os outros apresentadores também são brilhantes”, minimizou. 

O quadro “Dança, Gatinho”, em que dubla cantores nacionais e internacionais caracterizado como eles – caso do astro pop Michael Jackson – contribuiu ainda mais para isso. Logo, ele começou a ser chamado pelos veículos de comunicação, e até internamente na emissora, de o apresentador do “povão”. Título que ele não renega e até exalta. “Adoro estar no meio das pessoas. Eu me sinto muito bem quando recebo o carinho delas. Sempre tento retribuir”, valorizou.

Por causa da boa relação com o público e com a diretoria da Record, um novo programa seria uma consequência natural. E é o que deve acontecer no final deste ano ou no início de 2013. A produção, provisoriamente chamada de “A Hora do Faro”, será ao vivo e misturará entretenimento, variedades e humor. “A diferença em relação a 'O Melhor do Brasil' fica por conta de uma pitada de jornalismo. Por ser ao vivo, não poderia estar totalmente alienado do que está acontecendo no momento”, avaliou o apresentador, que está na fase de pré-produção do novo projeto. “Ainda estamos escolhendo a equipe, os cenários e decidindo os últimos detalhes sobre o formato e o conteúdo”, contou.

O programa é uma grande aposta da Record para os fins de tarde e tentará usar a força que Faro já tem nos sábados para conquistar uma boa audiência também de segunda à sexta-feira. Apesar disso, o apresentador não sairá do “O Melhor do Brasil”. “Vou praticamente morar na Record”, brincou. No ar durante seis dias da semana, seria inviável que ele continuasse também no comando do “Ídolos”, e por isso, Marcos Mion é quem estará à frente da próxima temporada do reality show. “Já sinto uma grande saudade do programa, mas acho que essa mudança é importante para o ‘Ídolos’. Vai trazer um fôlego novo”, opinou.

A trajetória de Rodrigo Faro na tv começou no infantil “ZYB Bom”, da TV Bandeirantes, em que foi apresentador mirim, aos 14 anos. Já aos 20 anos – e depois de ficar três como integrante da banda “Dominó” –, ele começou a atuar em novelas. A sua estreia foi em “Antônio Alves, Taxista”, do SBT. Logo depois, em 1997, atuou em “A Indomada”, da Rede Globo. Na emissora, participou de mais de dez produções, como as novelas “O Cravo e a Rosa”, de 2000, “Chocolate com Pimenta”, de 2003, e “O Profeta”, de 2006. Só saiu em 2008, quando assinou um contrato longo com a Record. “Comecei a ter o espaço que sempre quis ter na televisão”, ressaltou.

Na nova casa, apesar de atuar principalmente como apresentador, Faro participou rapidamente de algumas novelas. Caso de “Chamas da Vida”, de 2008. Recentemente, também apareceu em “Rebelde” encarnando ele mesmo. “Acho bacana mostrar o meu lado ator para o público. Mas acredito que eles já conheçam um pouco por causa do ‘Dança, Gatinho’, em que interpreto cantores”, analisou. Sem a intenção de voltar a atuar em papéis mais fortes, ele pretende continuar a traçar sua trajetória como apresentador, por enquanto, na atual emissora. “O apresentador é o veículo que leva emoção para quem está em casa. Admiro muito isso”, filosofou Faro, que tem Silvio Santos e Chacrinha como referências. “Sempre sonhei em ser como eles. Mas estar onde estou hoje é melhor do que qualquer sonho”, confessou.