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O escritor e empresário Orígenes Martins possui um acervo invejável de Vinis, DVDs, CDs, fitas em casa

O colecionador amazonense conta com 30.500 vinis, 900 CDs e 400 DVDs, além de 1.200 fitas de videocassete (com três filmes gravados cada, num acervo de títulos de várias nacionalidades) 14/07/2012 às 19:33
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A casa de Orígenes conta com uma estante com 30.500 discos de vinil e uma estufa feita para proteger o conteúdo das fitas de videocassete
Rafael Seixas ---

Não tem como entrar na casa do empresário, educador e escritor Orígenes Martins e não se impressionar com suas “humildes” coleções. De cara, na parte externa da residência, a reportagem se deparou com vários vinis que haviam acabado de passar por uma limpeza. Já no interior, ao lado de sua sala de estar, o visitante logo visualiza uma imensa estante com 30.500 discos de vinil, 900 CDs e 400 DVDs. E, para completar, há ainda um ambiente na casa com uma grande estufa iluminada, onde são guardadas 1.200 fitas de videocassete – cada uma com três filmes gravados.

O proprietário do Centro Integrado de Educação Christus (Ciec) começou a colecionar os primeiro vinis, os famosos bolachões, quando retornou de Fortaleza para Manaus. “Tinha alguns que trouxe de Fortaleza, em 1954, quando casei, mas eram poucos. Nesse tempo não tinha quase ninguém que tinha eletrola, mas, com o advento da Zona Franca, veio uma chamada ‘3 em 1’. (...) Ultimamente os Estados Unidos e São Paulo têm máquinas (espécie de eletrolas digitais) que tocam vinis e gravam em CD. Há algumas tão modernas que você escuta o vinil mesmo sendo velho, arranhado e ainda consegue tirar o ruído”, disse Martins, que tem uma eletrola de última geração que consegue gravar.

Raridades

Entre suas preciosidades, ele conta com coleções completas de artistas nacionais (seus preferidos) como Elis Regina, Vinicius de Moraes, Jair Rodrigues, Roberto Carlos e Billy Blanco. “Tenho coleções de Vinicius de Moraes, e até de Mozart e Chopin que não vendo de jeito nenhum”, afirmou o senhor de 85 anos, que conhece mais de 64 países. O acervo de Martins irá passar por uma catalogação – o intuito é organizar e facilitar o acesso às obras.

Filmes

Os filmes em videocassete não passam por este problema, pois a esposa do escritor, Berenice, catalogou cada obra com o título, ano, duração e o nome do diretor. Além disso, as fitas são protegidas numa estufa – as luzes do aparelho são ligadas diariamente para evitar que a umidade e o mofo danifiquem as peças.

“Coloco pessoalmente algumas estrelas para classificar os filmes. Os melhores ganham cinco (no mínimo o longa leva três estrelas)”, contou ele, que também é integrante da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas.

Entre os inúmeros diretores dos quais admira o trabalho, ele elege Adrian Lyne (“Proposta indecente” e “Flashdance”) e o italiano Federico Fellini (“A estrada” e “A doce vida”) como seus favoritos.  Já suas produções prediletas são “Casablanca”, “E o vento levou” e o musical “Mamma mia”.

Herança

Ao ser questionado sobre o que será feito com todo o seu acervo caso venha a falecer, Martins explica que não sabe se existe na cidade uma entidade que valorize tudo o que guardou durante sua vida. “Tenho sete filhos, 18 netos e quatro bisnetos, mas possivelmente deixarei para os meus filhos”, finalizou.