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Entretenimento
Gastrite

Os incômodos da gastrite

Médico destaca fatores que desencadeiam as crises de gastrite, como stress e má alimentação 23/08/2012 às 09:12
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A gastrite é resultado de inflamações nas paredes estomacais
Anna Batista Manaus

Tem gente que morre pela boca. Quem nunca escutou o velho ditado? Nele está inserido o segredo de uma vida saudável e sem excessos. A gastrite reflete as agressões que cometemos com o nosso aparelho digestivo por meio de maus hábitos alimentares, vícios e estresses em geral. Um mal que corrói, literalmente.

Segundo o dr. Augustinho Masullo, a gastrite se dá por inflamações nas paredes estomacais podendo ser aguda ou crônica. Tais doenças pépticas - gastrite e seu agravamento, a úlcera - são de cunho social. “Convivemos cotidianamente com os fatores que as desencadeiam”, declara.

 Diagnosticado há um ano com gastrite crônica, o estudante de Direito Daniel Gadelha, não faz rodeios. “Não desejo uma crise de gastrite pra ninguém!”, afirma. “Eu sentia muitas dores no estômago, passava mal quando comia algo ‘pesado’, tinha enjoos, náuseas, perda de apetite e inchaço na região abdominal”, diz a estudante de Relações Públicas, Susan Costa, que desde 2005 sofre de gastrite aguda.

 Causas


 O médico Augustinho Masullo destaca entre os fatores que colaboram para a manifestação da gastrite em qualquer pessoa - independente da idade - os maus hábitos ou vícios adquiridos ao longo da vida dos pacientes.

Há três anos, por meio de uma endoscopia, Camilly Brasil descobriu que sofria de gastrite. “Eu sentia uma queimação no estômago e perdi peso muito rápido. Hoje evito refrigerantes, bebidas alcoólicas, café, comidas gordurosas e pimenta”, afirma ela.

“Não me incomodo em não comer as besteiras de antes, ao contrário, isso me fez saudável! A pior parte é a dor que me deixa inútil. Quer dizer, deixava né?”, brinca Daniel Gadelha que após a descoberta da gastrite passou a seguir à risca os conselhos do médico e radicalizou na mudança alimentar, o que o levou a já ter perdido 28 quilos.

Além da má alimentação, Augustinho Masullo ainda destaca o fator estresse, ao qual todos estamos sujeitos pelo meio em que vivemos. As dificuldades na administração da vida
familiar, a pressão no ramo profissional e também o uso de medicamentos.

 Tratamento

Uma vez determinada a causa da gastrite, ela é combatida ou administrada. “O paciente deve ter uma vida normal”, diz Augustinho. “A gastrite é curável. A pessoa tem apenas que reconhecer o que pratica como agressão e ser vigilante, pois toda vez que errar, produzirá uma nova gastrite”, afirma o especialista, que recomenda aos pacientes com gastrite que evitem a ingestão de alimentos ricos em fibras, como batatas e carne.

O que determinará a melhora e reversão do quadro é uma real mudança de atitudes, onde o benefício é unilateral ao paciente. A vida de quem tem gastrite pode ser completamente normal, diz a estudante Susan Costa, basta cuidar da alimentação. “Sem exageros!”.