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Entretenimento
Tapiocas diferentes

Os novos sabores da tradicional tapioquinha

Amazonense tem experimentado novos recheios para a tradicional tapioca que agora é iguaria não só para ser saboreada no café da manhã 11/09/2012 às 08:49
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A tapioca recheada com carne leva charque e queijo mussarela
Luana Ribeiro Manaus

 Domingo de manhã, o cheirinho de tapioca na frigideira invade as esquinas da cidade, onde é comum encontrar barraquinhas e restaurantes especializados em fazer o quitute regional. Simples, com uma pincelada de manteiga, ou recheada, com queijo e tucumã, é irresistível. O ‘não’ diante de tapioca branquinha, saindo fumaça e com o queijo derretendo, fica ainda mais difícil ao ver a variedade de recheios. De tão aclamada, a delícia feita a base da goma de mandioca, ganhou outras versões e sabores.

A tapioquinha, agora turbinada, ganhou status de prato para comer a qualquer hora - e sem a menor culpa.

 Variedades


Com oito opções de sabores, sendo cinco salgadas e três doces, o Restaurante Waku Sese reafirma a preferência do amazonense pela tapioca com massa mais fininha e aposta na preparação e apresentação dos recheios.

“Com a inauguração do restaurante no Manauara, muitas pessoas passaram a conhecer a nossa tapioca. Elas ficam fascinadas com as misturas que são feitas”, diz o diretor de marketing João Torres. “No nosso cardápio oferecemos das mais tradicionais, de tucumã e queijo coalho ou mussarela, até as mais elaboradas como a de pirarucu desfiado, azeitona preta e catupiry”, conta Torres.

Segredo

Dona Nazaré Andrade emprestou o jeito diferente de fazer tapioca do Ceará e com a ajuda do filho, Robson Andrade, deu um toque amazônico para a receita. “Viajei para Fortaleza e durante um passeio na praia de Iracema observei umas barraquinhas que faziam tapioquinhas na beira-mar, bem diferente das de Manaus, e pensei: por que não tem uma dessas na Ponta Negra?”, conta.


Depois de testar inúmeras receitas, Robson conseguiu chegar ao ponto certo. O resultado foi uma espécie de sanduíche de tapioca crocante. “Fiquei testando a goma, porque a comum não funcionava. Depois de um ano finalmente consegui, e começamos tudo”, conta Robson. Mãe e filho guardam a receita a sete chaves, e garantem: é feita de goma e não de farinha tapioca.


Em 2007, os dois montaram na Ponta Negra o “Cantinho da Tapioca da Amazônia”, com apenas os sabores tradicionais, com tucumã, queijo coalho e castanha, onde turistas faziam fila para comprar a iguaria. “Nós tínhamos que distribuir senhas para organizar tudo”, relembra Nazaré.

Atualmente o “Cantinho” fica localizado na bola do Eldorado - mas Dona Nazaré ainda sonha em voltar para Ponta Negra -, oferece mais de 40 sabores em seu cardápio e reúne famílias nas mesinhas ao redor da lanchonete. Entre as salgadas, as mais pedidas são as de castanha com tucumã, queijo e banana, e também a de queijo com carne seca. Das doces, as preferidas são as de leite condensado com coco ralado.