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Aniversariantes do dia 29 de fevereiro

Os órfãos do dia 29 de fevereiro

Quem nasceu em ano bissexto vive a curiosidade de só ver o dia do seu aniversário no calendário , de quatro em quatro anos 28/02/2013 às 12:23
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Elielson Ronaldo afirma não sentir falta da data de nascimento certinha todos os anos no calendário
Luciana Santos Manaus

Uma antiga superstição diz que não traz sorte comemorar o aniversário antes da data. Comemorar após nem sempre tem o mesmo sabor. Mas então o que fazer quando você nasceu no dia 29 de fevereiro e o ano em questão não é bissexto, como é o caso de 2013? O Vida&Estilo conversou com algumas pessoas que estão “sem aniversário” este ano para saber como eles vivenciam essa experiência.

Há quem prefira ignorar a previsão de mau agouro e festejar a nova idade no dia 28. Essa é o caso de Dona Neuza Brandão, que com a experiência acumulada em seus quase 93 anos garante: tudo não passa de crendice. “Não acredito nessa superstição, pois sempre fui muito feliz. Quando o ano não é bissexto, comemoro no dia 28 porque não se pode fazer aniversário em dois meses diferentes”, diz.

Dona Neuza conta que a comemoração este ano deve ficar restrita à família, mas lembra que, na infância, mesmo quando a folhinha do calendário não marcava dia 29 de fevereiro, as festas eram animadas. “Nasci no interior, onde tudo era mais farto e os aniversários não fugiam a essa regra. E quando era possível comemorar no dia certo, a festa era maior ainda”, conta.

Diversão


O bom humor é outra saída para suprir a “falta de aniversário”. Quando é questionado  pelos amigos se irá “pagar alguma coisa no aniversário”, o industriário Elielson Ronaldo Duarte aproveita para pregar uma peça: “Quando perguntam  no dia 28, digo que a festa será no dia seguinte, mas quando chega o dia primeiro de março, digo que o aniversário já passou. Esse ‘amanhã’ nunca chega”, diverte-se com a brincadeira.

Ronaldo diz que, na verdade, escolhe se a festa será em 28 de fevereiro ou primeiro de março em função do dia da semana, para facilitar a reunião com os amigos e familiares. Próximo de completar 49 anos, o industriário afirma não sentir falta da data de seu nascimento certinha todos os anos no calendário, mas confessa que na infância achava a situação estranha.

 “Com o tempo você vai entendendo. Na escola conheci outras pessoas que também nasceram no dia 29, mas os pais haviam registrado no dia 28 ou primeiro de março para não ter esse problema, mas no meu caso não foi assim e eu me divirto com isso”, garante.

Em dose dupla


Sem aniversário que nada. A assistente administrativa Angleuda Mourão Chagas sempre ganhou duas festas para comemorar seu nascimento. Os pais supersticiosos optavam por comemorar no dia primeiro de março, mas sempre havia um ou outro parente e amigo que confundia a data e achava que a correta era 28 de fevereiro.  “ E assim permanece até hoje. Mas é claro que quando pode ser no dia 29, aí é um festão”, conta.

E Angleuda diz que nem a tecnologia contribuiu para diminuir a confusão em torno do seu aniversário. Sim, os calendários existentes em celulares e redes sociais não identificam a situação peculiar. “O Facebook joga o aniversário para o dia primeiro de março e nos celulares não há opção para lembretes. No trabalho, o sistema do RH (recursos humanos) também não identifica a data e meu aniversário nunca aparece entre os demais. É um diferencial mas também tem esses incômodos”, observa.