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Conjuntivite crianças

Pais devem estar atentos para vírus da gripe que pode se tornar conjuntivite nas crianças

Alerta dos médicos é para fragilidade do sistema imunológico das crianças no qual uma aparentemente inofensiva gripe pode evoluir para uma doença mais séria como a conjuntivite 10/07/2012 às 16:30
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Pais devem redobrar cuidados entre recém-nascidos e crianças até os quatro anos de idade
acritica.com Manaus

Você sabia que existem três formas de conjuntivite? A conjuntivite viral, a alérgica e a bacteriana? Os médicos alertam pais para que tenham cuidado redobrado quando seus filhos estiverem gripados porque a doença pode evoluir para uma conjuntivite nas crianças. A atenção deve ser redobrada principalmente nos recém-nascidos e crianças que estejam na primeira infância ( até os 4 anos de idade) que ainda possuem um sistema imunológico frágil.

Mesmo sem estatísticas oficiais, os oftalmologistas estimam que as crianças são a maioria dos pacientes com conjuntivite.  “Em creches, os bebês ficam muito próximos e quando há uma criança com conjuntivite, o contágio acontece rapidamente. Na escola, a própria interação entre as crianças por si só favorece a transmissão de vírus e bactérias quando há alguém com esse quadro. A higiene é fundamental para reduzir o contágio“, explica a oftalmopediatra do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Dorotéia Matsuura.

É fundamental também diagnosticar as três formas de conjuntivite existentes para que seja feito o tratamento adequado. A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, uma fina membrana transparente que reveste o globo ocular e o interior das pálpebras. Conheça os sintomas e formas de tratamento:

Vírus – A conjuntivite viral é a forma da doença diagnosticada com maior freqüência e é provocada pelo mesmo vírus que provoca o resfriado comum. Esta forma de conjuntivite é altamente contagiosa. As crianças normalmente espirram e colocam as mãos na frente do nariz e da boca e em seguida coçam os olhos. Quando contaminada, a criança manifesta sintomas como vermelhidão ocular, lacrimejamento intenso, sensação de areia nos olhos, uma pequena quantidade de secreção, inchaço das pálpebras e dor.

Bactéria – A exemplo da conjuntivite viral, a bacteriana também é uma forma bastante contagiosa. Muitas bactérias inofensivas para os adultos apresentam perigo para os pequenos. Esse tipo geralmente deixa os dois olhos bem vermelhos, com grande quantidade de secreção e acomete ambos os olhos simultaneamente, mas não há dor nem inchaço.

Alérgica – A conjuntivite alérgica ocorre quando o olho entra em contato com alguma substância irritante. Ela não é contagiosa. A doença é associada com vermelhidão na parte branca do olho ou da pálpebra interna e pode ser confundida com as outras formas de conjuntivite. O tratamento da doença varia de acordo com o tipo de conjuntivite assim como o tempo de cura.

Dorotéia Matsuura lembra que higiene é fundamental para evitar o contágio da conjuntivite e dá dicas para evitar adquirir a infecção em casa, creche ou escola: 

• Não reutilizar lenços e toalhas ao limpar o rosto e os olhos;

• Lavar as mãos frequentemente;

• Não tocar ou coçar frequentemente os olhos;

• Não usar cosméticos inapropriados para a idade e / ou compartilha-los com outras pessoas;

• Usar óculos de mergulho para nadar;

• Separar os objetos de uso pessoal da criança contaminada em casa;

• Evitar o contato próximo da criança com outras pessoas e não levá-la pra escola/creche/piscina;

• Trocar os lençóis e toalhas de banho e rosto da criança contaminada com frequência.

Cooperação Segundo a especialista do HOB, pais e professores devem trabalhar em conjunto:

• Incentivando as crianças a lavarem as mãos frequentemente;

• Recomendando que evitem tocar/coçar os olhos;

• Desencorajando-os a fazer o compartilhamento de toalhas, panos, lenços e tecidos para limpar o rosto e os olhos.