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Paixão em séries: Conheça os seriados que fazem a cabeça dos jovens

O papo sobre séries rende assunto na roda de amigos e nas redes sociais  08/09/2012 às 16:19
Show 1
Turma de Jéssica Abreu, Irena, Gabriel, Jéssica Ballut e Bruna se reúne para assistir e discutir séries de tevê. O papo rende assunto na roda de amigos e nas redes sociais
Felipe de Paula ---

Sim, elas viciam. Mas ao contrário da maioria dos vícios, não faz mal. Seu público é gente inteligente, bem humorada e cheia de referências culturais. Tais qualidades, aliás, também ajudam a descrever as séries, em especial as americanas, que de uns tempos pra cá “invadiram a praia”, por vezes tão nublada, da televisão brasileira.

O biólogo Murilo Faleiros acompanha séries de tevê desde 2004, quando assistiu pela primeira vez à clássica “Friends”. “Lembro bem do primeiro capítulo que assisti. Foi amor à primeira vista”, diz ele, que hoje assiste a cerca de 15 séries, entre elas “Revenge”, “Fringe”, “The Walking Dead”, “Smash” e “Modern Family”. “É totalmente diferente uma da outra, mas é daí que vem a graça”, argumenta Murilo, que baixa os capítulos pela Internet e acompanha sites e blogs sobre o assunto. “Faço questão de acompanhar com a maior proximidade da data de lançamento e, claro, experimentar todos os gêneros possíveis”.

Falta de opção
Para a estudante de Direito Alessandra Passos, a tevê brasileira não tem tido tantas boas opções de programação para os jovens. Apresentada por uma amiga a série “Pretty little liars”, ela não parou mais de baixar os episódios. “Bastou o primeiro para eu querer assistir todos os dias. Já fico logo ansiosa pela próxima temporada”, confessa Alessandra, contando com o incentivo do professor de inglês. “Meu professor diz que é um dos melhores jeitos de melhorar no inglês”.

The Walking Dead
Segundo ela, o namorado, Rodrigo, é que “não gostava muito” do assunto. “Ele dizia que quando surgia um novo episódio, eu nem queria saber dele”, brinca Alessandra. Por outro lado, foi através dela que o estudante de Medicina conheceu a série “The Walking Dead”, uma das maiores febres do momento. Quanto ao “não gostava muito”, Rodrigo disfarça, pois para ele, que também é estudante de inglês, as séries são, ao mesmo tempo, entretenimento e aprendizado. “Você se acostuma com a pronúncia correta, a velocidade das falas, as contrações da língua, aprende a pensar em inglês”, diz Rodrigo.

Mais que friends
Se a amizade é uma questão de afinidade, essa turma pode ficar tranquila. Para eles, assunto é o que não falta. Unidos pela paixão pelas séries americanas, o grupo formado por Gabriel Machado, Jéssica Ballut, Jéssica Abreu, Irena Freitas e Bruna Chíxaro se reúne, em especial no fim das temporadas, para assistir e discutir a respeito dos seus seriados favoritos, entre eles, “Friends”, “Pretty little liars”, “The OC” e “Veronica Mars”. Eles opinam sobre tudo, da roupa dos personagens aos aspectos da trama. Sobram motivos para isso, afinal, segundo eles é cada vez maior a interatividade - e interferência - do público no desenrolar das histórias. “Hoje os fãs interagem bem mais”, diz Gabriel, destacando que os autores levam em consideração a opinião do público. “Tem atores que acompanham os episódios com os fãs, no twitter”, lembra Jéssica Abreu. “Se o Facebook e o Twitter tivessem a força que tem hoje, a Marissa não teria morrido”, comenta Jéssica Ballut, a respeito da série “The OC”, em que a protagonista queridinha morreu, matando, logo em seguida, a própria série com ela.

Blog

Juliana Ramanzini - marketeira digital
 “Conheci meu marido pela paixão por Lost, e mudei minha área profissional. Nós tínhamos uma comunidade no Orkut, Lost Brasil, que chegou a ter mais de 500 mil membros. Foi lá que conheci meu marido. Fizemos um evento com amantes da série no Rio de Janeiro e começamos a namorar. Por muitos anos, fizemos juntos o blog ‘Dude, we are lost’. Hoje, eu trabalho na área de marketing digital e ele continua com um blog, o Ligado em Série (www.ligadoemserie.com.br)”

Glossário
Spoiler: Pessoa que conta uma informação até então desconhecida da trama. Mesmo que contar o final do filme.
Cliffhanger: Aquele finalzinho, em que sobra algo para o próximo episódio, deixando suspense necessário para prender a audiência até próximo capítulo.
Pilot: episódio piloto de uma série. Pode vir sem título, para ser escolhido depois do feed back do público.
Shipping: União de dois nomes de personagens; a indústria de celebridades também adotou o termo, inaugurado por fãs de Arquivo X. Ex.: Brangelina, para Brad Pitt e Angelina Jolie.

Saiba Mais

Up grade Para alguns, é puro entretenimento. Por outro lado, há quem tenha aprendido inglês de tanto assistir a séries de tevê americanas. De qualquer forma, se você quer dar um “up grade” no seu inglês, tente tirar as legendas ou colocar uma fita onde elas aparecem. Em poucos episódios, seu entendimento da língua irá lhe surpreender. O efeito colateral: ficará viciado em séries.