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Papo de cosplayer

Vlog 'Dicionário Cosplayer' faz sucesso na Internet e é um canal do youtube com acesso diários de diversas pessoas, confira: www.youtube.com/diariocosplayer 21/10/2012 às 15:02
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A turma do Vlog
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Com uma câmera na mão e um programa de edição instalado no computador, os estudantes Nayara Marques, Tiellen Silva e Daniel Sampaio deram início a um projeto para movimentar a cena cosplay de Manaus. No ano passado, o trio criou o vlog “Diário Cosplayer” (DC) para interagir tanto com os novos cosplayers quanto com os veteranos na área. Hoje, além de fazer coberturas exclusivas dos eventos da cidade, o DC leva aos internautas dicas valiosas de como fazer a maquiagem e onde procurar o melhor tecido para os cosplays.

“Apesar de existirem várias coisas que um novato pode usar, muitas vezes ele não sabe como usar. O nosso primeiro vídeo focou muito nesse aspecto. Nossa proposta é fazer vídeos bem dinâmicos para os cosplayers se interessarem pelo que estão assistindo”, ressaltou Daniel, que é estudante de Engenharia Elétrica e cosplayer desde 2007.

“O retorno dos internautas pela nossa fan page no Facebook também tem sido muito bom. Eles sempre postam perguntas e tentamos responder da melhor forma possível”, complementou Nayara, estudante de Design e cosplayer há três anos. Segundo Tiellen, que estuda Administração e faz cosplay desde 2005, a fonte para as dicas vem desde a experiência dos três no universo cosplayer até informações garimpadas na Internet.

Inquietação

“Nós pensamos o vlog como uma maneira de dizer o que a gente pensa sobre o cosplay em Manaus. Sempre tive essa vontade, mas nunca soube como dar a partida. Com o incentivo da Tiellen, fizemos um protótipo do DC, mas foi mais por diversão. Quando vimos que era uma coisa legal e que havia um feedback, percebemos que o negócio podia dar certo”, contou Daniel Sampaio. Com quase nenhum custo e prezando sempre pela qualidade, o Diário Cosplayer também surgiu como uma opção de conteúdo na Internet para os fãs da cultura japonesa, especialmente os manauaras. “Percebemos que havia muitos tutoriais, mas não existia diálogo com quem está do outro lado da tela do computador. Falamos de amigo para amigo de um jeito engraçado”, explicou Tiellen.


Tarefas

No começo, os três não tinham muita noção de como produzir os vídeos ou manusear os equipamentos – até um iPhone já foi usado nas gravações. Hoje, as tarefas estão bem definidas: enquanto Nayara cuida da fotografia e do layout do Diário, Tiellen faz a seleção do que entra e do que sai nos vídeos e Daniel é o encarregado da edição e finalização. “Um equilibra o outro, somos uma equipe mesmo”, disse ele.

Hobby Caro

“O cosplay é uma forma de fazer a minha timidez ir embora e fazer novos amigos”, contou Nayara. No entanto, ela ressalta que esse é um hobby caro, em que os cosplayers têm que estar dispostos a investir em roupas e adereços. Uma fantasia considerada simples pode consumir de R$ 100 a R$ 150. “Também depende muito do nível de exigência de cada um”, completou.

Vlogueiros opinam

“É muito gratificante poder me caracterizar como o personagem que eu gosto, subir num palco e sentir a energia do público”, lembrou Daniel, que já venceu por duas vezes a Yamato Cosplayer Cup (YCC). O trio do DC também é bastante crítico em relação aos eventos voltados para o público cosplayer da cidade.

Na opinião de Daniel, o maior deles, o Anime Jungle Party (AJP) perdeu o foco ao longo do tempo. “Passou a ser um evento muito voltado para os games. É uma coisa que dá certo para a organização, mas que estressa muitos de nós”, desabafou. De olho nisso, o DC procura incentivar os eventos de menor porte, como a Mostra Cosplay do Sesc. “O que chama a atenção dos cosplayers mais antigos são as competições, e a mostra é um palco a mais”, declarou Tiellen.