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Parto Humanizado

Parto humanizado estreita vínculo entre mãe e filho

Médico aponta tipo de parto como ideal não apenas para a recuperação mais rápida da mãe como também, uma forma menos traumática de boas vindas ao bebê que chega 04/07/2012 às 13:57
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Parto humanizado é experiência que garante ao bebê nascimento acolhedor
acritica.com Manaus

A vinda de um filho é sempre motivo de ansiedade, expectativa e uma grande celebração para os pais e demais membros da família. Cada detalhe é pensado com muito cuidado, desde como será o quarto do bebê, roupas, acessórios, chá de bebê, local onde será o parto. Mas existe outra decisão fundamental que os pais devem tomar e que irá refletir no bem estar da mãe e da criança: o tipo de parto que trará a criança ao mundo.

Para o ginecologista e obstetra Alberto Jorge de Souza Guimarães, é possível a gestante ter  o direito natural e básico de ser a dona do seu parto, permitindo inclusive que o pai participe ativa e diretamente deste momento especial.  O médico é defensor do parto humanizado, uma prática que requer menor necessidade de intervenções médicas ou farmacológicas e que “ dá ao recém nascido uma experiência acolhedora neste período de transição”, diz o especialista.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, em 2010, o Brasil registrou mais cesarianas do que partos normais. Enquanto em 2009 o país alcançava uma proporção de 50% de partos cesáreos, em 2010 a taxa subiu para 52%. Na rede privada, o índice de partos cesáreos chega a 82% e na rede pública, 37%. 

"O que muita gente desconhece são as vantagens que um parto normal pode trazer ao bebê e a mãe", enfatiza Guimarães. Segundo ele, estudos comprovam que as chamadas “cesáreas eletivas” são as que representam maior risco. Nesse tipo de parto, a mãe agenda o dia do nascimento e o bebê nasce sem que ela entre em trabalho de parto, o que pode causar problemas de saúde, principalmente respiratórios, na criança.  

Outro fator a favor do parto humanizado é hormonal. A ocitocina – o hormônio que estimula as contrações do útero durante o parto e a expulsão - também auxilia na maturação pulmonar e no grande conjunto de hormônios que produzem o leite. Segundo ele, as contrações do parto natural, embora pareçam indesejáveis, estão preparando o corpo para uma série de transformações que  culminam com o nascimento. Muitos hormônios liberados pela mãe e bebê durante o parto estão fortemente presentes na primeira hora de vida posterior ao nascimento, período importante no reconhecimento mamãe/bebê. 

O médico lembra de que é possível vivenciar este momento pelas vias naturais, permitindo que o corpo trabalhe da forma que a natureza o programou: essa sucessão de acontecimentos culminará na melhora da relação afetiva entre mãe e filho. Mas isto só acontecerá se a mãe estiver consciente de sua responsabilidade em todas estas ações. 

Os conceitos de Parto Humanizado foram idealizados pelo médico francês Michel Odent, bem como as questões de proximidade mãe e filho apontados por Ashley Montagu e Frederic Laboyer.