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Entretenimento
EXPOSIÇÃO

Personagem de história em quadrinhos ganha exposição no Museu do Paço

Leona, a Bruxa da Meia Noite, terá a sua própria revista, a ser lançada pela editora Lendari, em dezembro, na Comic Con XP 14/10/2017 às 14:23
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(Foto: Divulgação)
Tiago Melo Manaus (AM)

Outubro é mês de Halloween! A festa, que hoje já extrapolou o imaginário norte-americano e passou a fazer parte da cultura pop do mundo, invadiu o Brasil há bastante tempo e tomou o lugar do que antes era conhecido como Dia das Bruxas. A mudança de nome, contudo, não mudou a essência da festa. O mês ainda é delas, mas em Manaus a festa é principalmente de uma específica: Leona, a bruxa da meia noite.

A personagem do quadrinhista e ilustrador Paulo Yonami, criada no início dos anos 2000 para ser a vilã da história ‘A Filha do Sol’, recentemente ganhou uma exposição no Museu do Paço da Liberdade, no Centro da cidade, inteiramente dedicada ao seu universo. Da adolescência do seu criador, regada a muitas doses do anime Yu Yu Hakusho e de tardes no fliperama jogando ‘King of Fighters’, até agora, Leona cresceu muito, a ponto de estrelar sua própria história em quadrinhos a ser lançada no final do ano, pela editoria Lendari, na Comic Con Experience (CCXP), em São Paulo.

“A Leona era não era a vilã na visão dela. Na cabeça dela, ao roubar o tempo de vida dos heróis e dá-los para as pessoas do seu mundo, ela estava fazendo o certo. Sempre gostei dessa coisa não tão exata de bem contra o mal. Gostei tanto dela que, mesmo parando essa antiga HQ ‘A Filha do Sol’, continuei trabalhando com a personagem e seu plot. Com ela, ao longo desses anos, fui testando e aperfeiçoando minhas idéias e técnicas”, comentou Paulo Yonami.

A exposição, que estreou no último domingo (8) e que não tem data para acabar, conta com mais de 40 ilustrações feitas por artistas do coletivo Manaus Artist Gang (MAG), além de ilustradores internacionais convidados. Para o ‘pai’ da personagem, ver sua filha, que agora está prestes a completar a maioridade, sendo retrata por tantos desenhistas talentosos, com visões tão distintas, é motivo de orgulho.

“A Leona possui uma maldição que a permite passar apenas 24h em único lugar e tempo, ou seja, ela foi criada para ser experimental. Isso possibilita aos artistas trabalharem do jeito que quiserem com ela, dando sua própria interpretação e apenas respeitando a base, como o visual dela, que por mais que ela mude de roupa, sempre terá esse estilo gótico, vitoriano e steampunk”, disse ele.

Com um nome que faz homenagem a Léon, personagem de Jean Reno no filme ‘O Profissional’, e uma aparência inspirada na vocalista da banda Lacuna Coil, Cristina Scabbia, a bruxa da meia noite é uma criatura que transpira carisma e que vem ganhando fãs por onde passa. No ano passado, Leona teve a sua primeira exposição de fanarts dedicada a ela. Na ocasião, o evento foi todo composto por artistas internacionais. “Da Rússia, Itália, Estados Unidos, Indonésia, entre outros países. São todos colegas de trabalho, contatos que fiz durante minha passagem pelas editoras Marvel e Dynamite”, explicou ele.

Noites sem Fim

A história em quadrinhos, que divide o mesmo nome da exposição, ‘Noites sem Fim’, também verá os frutos das amizades internacionais de Yonami. “A obra será quase uma produção ítalo-brasileira”, brincou o autor, ressaltando que o quadrinho conta com grandes nomes, como a italiana Mirka Andolfo, que já foi responsável pelos desenhos da Mulher-Maravilha e da Arlequina na DC e agora assina a capa da primeira história solo da Leona.

Conforme Yonami, a graphic novel é o segundo produto do estúdio do qual faz parte, House 137, que no ano passado lançou, também na CCXP, o almanaque ‘Zombie[side]’. É um projeto ambicioso, segundo o seu criador, que contemplará mais volumes, arcos, conceitos do tarô e muito mais.

“Atualmente a graphic novel já está quase pronta, falta somente fechar. Até o letreiramento já foi feito. Mas isso é apenas a primeira parte de um projeto maior. Se tudo der certo, lançaremos 12 livros no total, sendo três arcos e cada um com quatro livros”, concluiu o autor.