Publicidade
Entretenimento
Vida

Pesquisa faz alerta para saúde dos ossos em prevenção à osteoporose

Manter desde cedo uma dieta equilibrada e rica em cálcio é fundamental para colaborar na prevenção da doença 22/10/2012 às 09:33
Show 1
As mulheres são mais vulneráveis à ocorrência de osteoporose
acritica.com ---

Uma doença silenciosa, sem sintomas característicos, são particularidades da osteoporose, um mal que torna a descalcificação dos ossos progressiva tornando-os frágeis.

Uma pesquisa recém divulgada pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), revela um dado muito positivo: a população em geral demonstra possuir um alto grau de conhecimento a respeito da osteoporose, com destaque para as mulheres.

Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente , ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.

Existem várias causas da doença. As principais são: Menopausa; Idade avançada; História familiar de osteoporose; Constituição física magra; É mais frequente na raça branca e em asiáticas; Baixa ingestão de cálcio, ter diabetes, falta de exposição à luz solar, pouca atividade física, hábito de fumar, consumo de álcool, café ou doenças crônicas.

A pesquisa foi realizada em duas etapas: a primeira ouviu 1008 mulheres com idade a partir dos 45 anos das principais regiões metropolitanas do Brasil; a segunda entrevistou 2002 pessoas em todo o país numa amostra representativa nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos de idade.

Estatísticas recentes apresentadas pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) mostram que a doença afeta aproximadamente uma em cada três mulheres acima de 50 anos, atingindo mais de 200 milhões de mulheres em todo o mundo. Os homens também sofrem com a osteoporose, já que um em cada cinco corre o risco de sofrer uma fratura nos ossos.

Prevenção

Um aliado na prevenção da doença é o consumo regular do leite. No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas apresentam alterações no que se refere à saúde dos ossos, uma vez que no País ingere-se uma quantidade de cálcio três vezes abaixo da recomendada - 1000mg/dia – o que aumenta os riscos de se desenvolver a osteoporose, bem como a incidência de fraturas, o que reduz a vitalidade e a qualidade de vida, isso porque o nosso corpo somente demonstra sinais da falta deste mineral ao longo do tempo.

É importante também estar atento a ingestão de outros nutrientes importantes para a saúde óssea, como as vitaminas A e D. Pesquisa realizada no Brasil, apontou que a população ingere apenas 33% das recomendações diárias de vitamina A e 42% das recomendações diárias de vitamina D.

Além de redobrar os cuidados com a alimentação, é necessária a prática de exercícios físicos. Também é importante evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas, que contribuem para a perda óssea.

Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa são os que mais correm risco de desenvolver a doença. Nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida.