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CONHECIMENTO

Bares de Manaus oferecem debates sobre ciência no evento Pint Of Science

Até esta quarta (16) o evento ocorre no Porão do Alemão, Imperial Pub e Villa Hub além do mundo inteiro 15/05/2018 às 16:44 - Atualizado em 15/05/2018 às 16:57
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Pint Of Science acontece no mundo todo simultaneamente. Foto: Reprodução / Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

É inegável que grandes ideias, dabates consagrados e milhares de boas conversas sempre vieram acompanhadas de uma cerveja gelada em um bar agradável. Foi pensando nesse momento único que o projeto “Pint of Science” foi criado. Mundialmente conhecida, a iniciativa já está em Manaus desde ontem (14), com atividades até amanhã, ocorrendo simultaneamente em todo o País, a partir das 19h30 - horário local - em bares como Imperial Pub, Villa Hub e Porão do Alemão.

Sem necessidade de inscrição ou de conhecimento prévio, o evento tem como objetivo tirar os cientistas das universidades, levando-os para conversar sobre ciência diretamente com o público em ambientes descontraídos como cafés, restaurantes e bares. A instituição responsável por trazer o evento ao Brasil foi o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 

Na Terra

Na primeira noite, enquanto a população de Goiânia (GO) pode sentar em um bar para descobrir o que é um ser humano, quem estiver em Uberlândia (MG) pode entender que dor, venenos e bruxas têm tudo a ver com ciência. Em Manaus, as discussões estiveram entorno de mudanças climáticas, doenças e a compreensão da fisiologia do emagrecimento. 

A partir de hoje, quem estiver no Villa Hub terá um debate sobre os alimentos que comemos; e quem for para o Imperial Pub vai curtir um papo sobre clones, carros e aeromodelos. Amanhã, também no Imperial, a ideia é entrar no mundo dos produtos naturais e fazer um raio-x para entendê-los podendo ir além da medicina. 

Enquanto isso, no Porão do Alemão estará rolando um debate sobre a ciência da cerveja.  O Prof. Patrick Gomes de Souza - Especialista em Tecnologia Cervejeira, é Gerente de Qualidade da Cervejaria Ambev e responsável pelo curso Profissional Cervejeiro -  falará sobre pesquisas e inovações nesse mercado. Junto, estará também a Profa. Miriam de Medeiros Cartonilho - doutora em biotecnologia e mestre em alimentos - que abordará aspectos de produção da cerveja artesanal, apresentando as matérias-primas essenciais, utensílios para produção, bem como etapas do processo produtivo da cerveja artesanal.  

A Ideia 

A ideia surgiu depois que dois pesquisadores do Imperial College London, Michael Motskin e Praveen Paul, organizaram um evento chamado Encontro com Pesquisadores, em 2012. Nesse encontro, pessoas com Alzheimer, Parkinson, doenças neuromusculares e esclerose múltipla foram convidadas para conhecer os laboratórios dos cientistas e ver de perto o tipo de pesquisa que realizavam.

A experiência foi tão inspiradora que a dupla decidiu propor um evento em que os pesquisadores pudessem sair das universidades e institutos de pesquisa para conversar diretamente com as pessoas e assim, em maio de 2013, surgiu o Pint of Science. De lá para cá, o evento cresceu – em 2018, serão 21 países – e a meta é ampliá-lo cada vez mais. “Quero levar o Pint of Science para todas as cidades do mundo e comunicar a ciência como ela é: divertida, fascinante e inspiradora”, diz Motskin em seu perfil na página internacional do evento.

Neste ano, o total de cidades será ainda maior, com representantes de todas as regiões do País, e mais temas serão abordados. O que não muda é que os coordenadores e cientistas participantes do festival não recebem remuneração – a ideia é compartilhar e debater o conhececimento de forma voluntária – e os bares e restaurantes que cedem seu espaço não cobram entrada. O público paga apenas o que consumir. 

“Para os municípios da região Norte, é interessante participar do Pint of Science porque podemos aumentar o intercâmbio e o fluxo de ideias, de troca de informações. Isso é fundamental para diminuir o preconceito com o trabalho de pesquisa que é realizado nessa parte do País e para ampliar a visibilidade dos nossos projetos”, afirma Adolfo Mota, professor da Universidade Federal do Amazonas que coordena o festival na região.

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